ArcelorMittal sai de prejuízo para lucro de US$ 679 mi no 1º tri

Resultado superou a média das previsões de analistas de lucro de US$ 470 milhões

Clarissa Mangueira e Marcílio Souza, da Agência Estado,

29 de abril de 2010 | 10h29

A siderúrgica ArcelorMittal, maior do mundo em receita e volume de produção, obteve lucro líquido de US$ 679 milhões no primeiro trimestre deste ano, depois de registrar prejuízo líquido de US$ 1,06 bilhão em igual período do ano passado. O resultado superou a média das previsões de 12 de analistas consultados pela Dow Jones, de lucro de US$ 470 milhões. O resultado foi beneficiado pelo aumento das remessas.

O Ebitda cresceu 114%, passando de US$ 883 milhões para US$ 1,89 bilhão, mas ficou abaixo do montante de US$ 2,13 bilhões do quarto trimestre e da estimativa de US$ 2,08 bilhões dos analistas. A Arcelor disse que a queda do Ebitda em relação ao quarto trimestre resultou de perdas da produção relacionadas ao clima em janeiro, que somaram cerca de 200 mil toneladas, boa parte delas no Casaquistão.

Para o segundo trimestre, a siderúrgica projeta Ebitda entre US$ 2,8 bilhões e US$ 3,2 bilhões, um número superior à previsão do mercado. A dívida líquida aumentou em US$ 1,9 bilhão, para US$ 20,7 bilhões ao final do primeiro trimestre, por causa de investimentos em capital de giro e na atividade de fusões e aquisições.

O grupo projeta aumento de 10% da demanda global de aço em 2010, liderada pelo crescimento dos mercados emergentes, e disse que está ampliando sua taxa de utilização da capacidade para 80% no segundo trimestre, de 72% ao final do primeiro.

"A recuperação econômica continua em linha com nossas expectativas, e 2010 deverá serum ano mais forte para a ArcelorMittal", disse o executivo-chefe do grupo, Lakshmi Mittal. "O ano começou com demanda melhor em todos os principais mercados, o que terá um impacto positivo no segundo trimestre."

Os preços do minério de ferro estão em alta acentuada no mercado à vista e as três maiores mineradoras do mundo - Vale, BHP Billiton e Rio Tinto - anunciaram nos últimos meses que estão fecando a maior parte de seus contratos num base trimestral, o que representa uma mudança em relação ao sistema de fixação anual de preços que persistiu por décadas.

As siderúrgicas reclamam, afirmando que isso tornará os preços mais voláteis, e a Arcelor disse que está discutindo com seus clientes a possibilidade de mudar os contratos de fornecimento de seus produtos para ficar em linha com o novo sistema praticado pelas mineradoras.

Perspectiva

A ArcelorMitta disse que espera uma melhora do seu balanço ainda no segundo trimestre, devido a um aumento na produção diante da contínua recuperação da demanda. A companhia afirmou ainda que procurará compensar o aumento dos preços das matérias-primas, repassando-os aos consumidores.

A companhia está em negociações com seus clientes, entre eles as montadoras, sobre como será melhor fazer isso e como ajustar os contratos para coincidir com o novo sistema trimestral de preços do minério de ferro, afirmou o diretor financeiro da siderúrgica, Aditya Mittal. O minério de ferro é um componente importante da produção de aço.

A siderúrgica manteve sua perspectiva de que a demanda global por aço aumentará 10% em 2010, conduzida pelo crescimento dos mercados emergentes. A companhia disse que está elevando a capacidade de utilização para 80% no segundo trimestre do ano, ante 72% no final do primeiro trimestre.

"A recuperação econômica continua em linha com nossas expectativas, e 2010 deverá ser um ano mais forte para a ArcelorMittal", disse o executivo-chefe da companhia, Lakshmi Mittal. "O ano começou com uma melhora da demanda em todos os principais mercados, o que terá um impacto positivo no segundo trimestre."

A siderúrgica alertou que a demanda total neste ano ainda deve ser 5% inferior ao pico de 2008, e que há riscos de um aperto na China.

Os custos das matérias primas que entraram em vigor a partir de abril, aumentaram 80% no ano e a companhia disse que os custos da produção de aço subiram 130 euros (US$ 172) por tonelada, o que será sentido mais intensamente com o aumento da produção, destacou a ArcelorMittal. A elevação dos custos terá um efeito maior sobre os ganhos no terceiro e quarto trimestres, acrescentou a companhia.

As três maiores mineradoras do mundo anunciaram nos últimos meses que concluíram a maioria de seus contratos em bases trimestrais, uma mudança na prática de longa data de usar a referência anual. As siderúrgicas reclamaram, por sua vez, que o novo sistema tornará os preços mais voláteis. As informações são da Dow Jones.

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