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Areva pretende congelar salários e contratações

A companhia de engenharia nuclear estatal francesa Areva implementará um congelamento de salários e contratações na França o tempo que for necessário, mas não planeja demissões, disse o presidente-executivo da companhia, Luc Oursel. Segundo um porta-voz da companhia, a média anual do número de "saídas naturais" de funcionários na França é de cerca de 200 a 250.

CLARISSA MANGUEIRA, Agencia Estado

13 de dezembro de 2011 | 13h11

Oursel confirmou, contudo, que a Areva cortará entre 1.200 e 1.500 empregos na Alemanha, após o país decidir acabar com o uso de energia nuclear no seu mix energético após Fukushima. A decisão do governo alemão foi "brutal", disse Oursel, mas ele negou que a decisão da Areva fosse uma espécie de retaliação. Oursel afirmou que a medida era um passo lógico.

A Areva foi atingida pela desvalorização de seus ativos de mineração de urânio e uma queda nas atividades nucleares, após o acidente no Japão, o que forçou o grupo a anunciar ontem baixas contábeis de 1,46 bilhão de euros, 800 milhões de euros em provisões por suas atividades nucelares e um plano de vender até 1,2 bilhão de euros em ativos.

Segundo Oursel, a companhia espera vender até 10 reatores nucleares de terceira geração entre 2012 e 2016, à medida que prevê que o mercado global nuclear vai se manter forte, apesar da catástrofe na usina de Fukushima, no Japão, no início de março.

O grupo também planeja corte de custos e economia de ? 1 bilhão por ano até 2015. Como parte disso, a Areva pretende limitar o pagamento de dividendos em 25% do lucro líquido nos próximos dois anos, afirmou Oursel.

Dentro do plano de desinvestimentos, a empresa planeja vender sua participação de 26% no grupo de mineração de níquel Eramet, disse Oursel. No entanto, ele se recusou a comentar mais o assunto, embora o fundo soberano francês Fonds Strategique d''Investissement tenha dito ontem que espera comprar a participação da Areva o mais rápido possível. Nenhum preço potencial foi revelado.

O grupo manterá os investimentos relacionados a atividades de manutenção de segurança nuclear durante o período 2012-2016 e também investirá em projetos prioritários, como os de energia renovável, segundo Oursel.

Patrick Lescure, representante do sindicato trabalhista francês CGT, disse que pedirá a equipe de administração da companhia para que abandone o plano estratégico que poderá conduzir a uma congelamento das novas contratações. As informações são da Dow Jones.

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