Daniel Teixeira/Estadão - 14/12/2016
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Arezzo arrecada R$ 830 milhões em oferta de ações, de olho em aquisições

Onze anos após abrir seu capital na B3, companhia voltou ao mercado para captar recursos e dar continuidade a seu projeto de expansão para outras áreas, além dos calçados

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2022 | 20h32
Atualizado 04 de fevereiro de 2022 | 09h31

Com o objetivo público de se tornar um ecossistema de moda, a Arezzo, ainda mais conhecida pela sua marca de calçados, acaba de colocar R$ 830 milhões em seu caixa após realizar sua oferta subsequente de ações (follow-on) na Bolsa brasileira. Com o dinheiro novo, a empresa de Alexandre Birman deixou claro, em encontro com investidores ao longo do processo da oferta, que mira crescimento via aquisições.

A ação foi precificada em R$ 82,35, com uma demanda superando o volume da oferta em seis vezes, conforme fontes. Investidores estrangeiros ficaram com aproximadamente 40% da oferta, apurou o Estadão. O lote adicional foi vendido por conta da alta demanda entre investidores. Foi a primeira captação em Bolsa da companhia desde seu IPO (oferta inicial de ações), há 11 anos.

A capitalização foi concluída um pouco depois de dois meses depois de a empresa anunciar a aquisição da marca Carol Bassi, por R$ 180 milhões, transação que marcou a entrada da Arezzo no segmento de moda feminina. A empresa já tinha comprado a Reserva, de roupas masculinas, em 2020. E adquiriu também marcas menores, como Troc (brechó virtual), MyShoes e BAW.

Apetite renovado

Segundo a empresa, os recursos da oferta serão destinados a aquisições a investimentos em tecnologia. Birman não tem escondido sua vontade de crescer, tanto organicamente quanto via aquisições. 

Fontes afirmam que a Arezzo, que passou um período sem fazer aquisições, conseguiu bons resultados com as compras mais recentes. “O Alexandre (Birman) está entregando (crescimento da empresa). É possível dizer que o momento operacional da Arezzo é o melhor em anos. A empresa mudou de patamar”, diz uma fonte do setor.

O setor como um todo está aquecido. No ano passado, por exemplo, o Grupo Soma bateu a Arezzo na disputa pela centenária Hering. Além disso, a Renner colocou cerca de R$ 4 bilhões em seu caixa para futuras compras, embora não tenha feito nenhum grande movimento desde então.

Depois de vários meses negativos para o mercado de renda variável, o início de 2022 tem sido de respiro, com auxílio da entrada de investidores estrangeiros. Assim, mesmo que a aversão ao risco esteja empresas que desejam estrear na B3, tem havido espaço para as ofertas de empresas já listadas, caso da Arezzo. Foram coordenadores da oferta o Itaú BBA, BTG Pactual, Bofa, XP, Santander e  UBS BB.

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