Argentina não provou que papeleira do Uruguai polui, diz Tribunal

Polêmica se arrasta desde 2004, quando o então presidente Tabaré Vázquez autorizou a construção da fábrica a 3 km de cidade uruguaia

Marcílio Souza, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 12h38

O Tribunal Internacional de Justiça, com sede em Haia, decidiu nesta terça-feira que o governo da Argentina não provou que uma fábrica de celulose e papel uruguaia, construída às margens do rio Uruguai, que separa os dois países, tenha provocado poluição.

 

Mais cedo, o Tribunal disse que o governo do Uruguai não informou propriamente a uma agência que atua em parceria com a Argentina sobre os planos para construir uma usina de celulose às margens do rio.

 

O presidente do Tribunal, Peter Tomka, ainda está lendo a decisão sobre o caso. A ação legal teve início em 2006, mas a polêmica se arrasta desde 2004, quando o então presidente Tabaré Vázquez autorizou a construção da fábrica a três quilômetros da pequena cidade uruguaia de Fray Bentos. Do lado argentino está localizada a cidade de Gualeguaychú, que vive do turismo de suas praias sobre o rio e do carnaval.

 

Os ambientalistas argentinos iniciaram uma forte campanha contra o projeto e o antecessor da presidente Cristina Kirchner, Néstor Kirchner, iniciou uma feroz briga com Vázquez, que estremeceu as relações bilaterais. O caso provocou a pior crise diplomática entre os dois países nas últimas décadas. As informações são da Dow Jones.

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