Argentina nega, pela primeira vez, intenção de estatizar YPF

'Vamos à ideia de que a empresa cumpra os compromissos assumidos que são os de produzir', afirmou o chefe de gabinete da Presidência

Marina Guimarães, correspondente da Agência Estado,

21 de março de 2012 | 09h21

Depois de quase dois meses de boatos e sinais de desejo da presidente Cristina Kirchner de reestatizar a petrolífera YPF, o governo argentino desmentiu essa ameaça. O chefe de Gabinete da Presidência, equivalente à Casa Civil, Juan Manuel Abal Medina, disse que o governo não está trabalhando para reestatização da companhia.

"Não vamos a isso (estatização). Vamos à ideia de que a empresa cumpra os compromissos assumidos que são os de produzir", afirmou em entrevista a uma rádio de Buenos Aires. Medina não considera que a pressão do governo para colocar em prática sua ideia seja algo "de outro mundo ou estranho".

"O governo federal e as províncias simplesmente estão buscando que haja maior produção", disse o chefe de Gabinete, em referência à revogação de várias áreas de concessão da YPF nas províncias patagônicas de Chubut, Santa Cruz e Neuquén.

"Nós, que temos a responsabilidade de cuidar do patrimônio dos argentinos, estamos preocupados por ver que estamos importando energia, quando a Argentina tem reservas e a empresa (YPF), por sua vez, está mandando lucros e dividendos ao exterior, permanentemente", argumentou Medina.

A YPF realiza hoje uma reunião de diretoria justamente para discutir a remessa de dividendos, que o governo proibiu e pediu que sejam reinvestidos no país para aumentar a exploração e produção de petróleo e gás.

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