Argentina pede a Chile e Brasil autorização à Aerolíneas

O governo da Argentina pediu "reciprocidade" ao Chile e ao Brasil para a estatal Aerolíneas Argentinas e negou que a expulsão da LAN do hangar no Aeroparque tenha o objetivo de tornar inviável a operação no país. "Apenas estamos pedindo ao Chile e ao Brasil os mesmos benefícios que a LAN tem na Argentina para que Aerolíneas Argentinas possa realizar voos domésticos, e lhe proporcionem hangares em seus aeroportos, o que nossa companhia de bandeira não possui atualmente", afirmou o ministro do Interior e Transportes, Florencio Randazzo, nesta quinta-feira, 29.

MARINA GUIMARÃES, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

29 de agosto de 2013 | 17h09

De acordo com Randazzo, a administração argentina "não quer expulsar nenhuma linha aérea que opera no país". As declarações foram feitas após reunião entre o vice-ministro de Economia, Axel Kicillof, com o diretor executivo da LAN Airlines, Ignacio Cueto, para discutir a decisão oficial de despejar a LAN do hangar que ocupa desde 2005 no aeroporto metropolitano Jorge Newberry, de Buenos Aires, conhecido como Aeroparque.

A ordem de despejo foi emitida no dia 19, com apenas dez dias de prazo para a execução. No entanto, nesta quarta-feira, 28, a Justiça concedeu limitar à LAN que suspendeu o despejo, enquanto analisa a legalidade da medida oficial. A companhia possui um contrato de uso do hangar que expira somente em 2023.

O Poder Executivo argumenta que precisa do hangar para realizar obras de expansão no aeroporto administrado por Aeropuertos Argentina 2000, a mesma empresa concessionária dos aeródromos de Brasília e de Natal. LAN alega que não poderá manter as operações no país sem o hangar, o que provocaria a demissão de 1.500 empregados. Por causa disso, o Executivo argentino pediu à LAN um relatório detalhado das operações e os motivos da inviabilidade das mesmas. De qualquer forma, o ministro do Interior e Transportes da Argentina anunciou que suspenderá as obras no Aeroparque à espera da decisão judicial.

Há dois dias, a presidente Cristina Kirchner também havia usado a palavra "reciprocidade" ao se referir ao conflito entre a Casa Rosada e a subsidiária da Latam, companhia aérea de capitais chilenos e brasileiros formada pela fusão da LAN e TAM. Em discurso, Cristina reclamou que nenhum país permite a nenhuma companhia aérea estrangeira realizar voos domésticos, ao contrário da Argentina.

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