Arrecadação de setembro totaliza R$ 63,4 bilhões e bate recorde

Resultado de janeiro a setembro, de R$ 573,6 bilhões, também é recorde para o período

Eduardo Rodrigues e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

19 de outubro de 2010 | 14h37

A arrecadação das receitas federais em setembro totalizou R$ 63,419 bilhões. O resultado equivale a um aumento real de 0,66% ante agosto e de 17,68% em relação a setembro do ano passado. A arrecadação foi recorde para o mês, segundo a Receita Federal.

No acumulado do ano, a arrecadação soma R$ 573,604 bilhões, com aumento real de 13,12% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado de janeiro a setembro também é recorde para o período.

Impulsionada pelo aumento da Cofins, PIS-Pasep, Contribuição previdenciária e IOF, a arrecadação da Receita Federal de janeiro a setembro apresentou um crescimento de R$ 67,23 bilhões. Esse aumento leva em conta a correção das receitas que entraram para o cofre do governo pelo IPCA. A preços correntes, a arrecadação no ano apresenta um crescimento de R$ 90,03 bilhões.

Cofins e PIS-Pasep puxam arrecadação no ano

A maior contribuição para o crescimento da arrecadação ao longo do ano foi proporcionada pela Cofins e o PIS-Pasep. Esses tributos, que incidem sobre o faturamento das empresas e são considerados termômetros para o ritmo da atividade econômica, apresentaram um crescimento de 15,61%, contribuindo com o aumento para a arrecadação de R$ 17,328 bilhões nos nove primeiros meses do ano. A arrecadação da Cofins-PIS/Pasep foi de R$ 128,325 bilhões no ano, ante R$ 110,997 bilhões no acumulado de 2009. Esses valores levam em conta a correção da inflação pelo IPCA.

A segunda maior contribuição veio da arrecadação das receitas previdenciárias, que tiveram um aumento de R$ 16,730 bilhões no ano, com alta de 11,34%. A arrecadação do IOF aumentou R$ 4,935 bilhões, com crescimento de 35,06%.

Ritmo de arrecadação volta a se acelerar em setembro

O ritmo de crescimento da arrecadação da Receita Federal voltou a se acelerar em setembro. Dados mostram que o crescimento das chamadas "receitas administradas" (que incluem impostos e contribuições federais, exceto taxas e contribuições cobradas por outros órgãos do governo federal) ,em setembro, foi o maior do ano.

As receitas administradas em setembro tiveram uma expansão real (acima da inflação medida pelo IPCA) de 18,39% em relação a setembro do ano passado. Em agosto, quando a arrecadação já havia apresentado um crescimento maior, a expansão havia sido de 14,78% em relação a agosto de 2009.

Os dados da receita mostram que o ritmo de crescimento da arrecadação foi elevado no início do ano, caiu em março e voltou a acelerar em maio. Em janeiro, as receitas administradas apresentavam crescimento de 12,27% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em fevereiro, as receitas cresceram 11,97%; em março, 4,91%; em abril, 14,50%; em maio 15,07%; em junho 8,65%, em julho, 10,16% e em agosto 14,78%.

No acumulado do ano até setembro as receitas administradas apresentam expansão real de 12,23%. Na última divulgação da arrecadação, o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa, previu que o crescimento da arrecadação em 2010 ficaria em torno de 10% e 12%. 

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