Arrecadação em leilões mostra interesse de investidores no Brasil, diz Dilma

Presidente afirmou ainda que o aeroporto de Galeão será um hub internacional e nacional, que vai permitir expansão da capacidade de tráfego no sudeste

Beatriz Bulla, Renan Carreira, Laís Alegretti, Renata Veríssimo e Anne Warth, da Agência Estado ,

22 de novembro de 2013 | 13h52

SÃO PAULO - A presidente Dilma Rousseff afirmou que a licitação dos aeroportos de Confins (MG) e do Galeão (RJ), realizado na manhã desta sexta-feira, 22, foi "muito bem sucedida". "Por isso, todos aqueles pessimistas, aqueles incrédulos, hoje vão ter um dia de amargura, porque não deu errado", disse a presidente, em Fortaleza (CE), onde participa de cerimônia de anúncio de investimentos do PAC 2 Mobilidade Urbana. Segundo DIlma, o resultado do leilão foi "acima das expectativas".

A presidente voltou a reclamar do pessimismo, dizendo que "no Brasil é uma coisa muito triste, torcem para dar errado". Ela mencionou o leilão do campo de Libra e reiterou que "desta vez, mais uma vez, não deu errado". Dilma disse ainda ter certeza de que as próximas concessões também não darão errado.

Segundo ela, o leilão dos aeroportos foi um momento de uma "longa trajetória". "Nós ao licitarmos para a iniciativa privada a concessão do aeroporto, não só para os investimentos na expansão, mas sobretudo para a gestão aeroportuária, procuramos construir uma combinação que a gente considera fundamental entre as grandes operadoras de aeroportos do mundo e as grandes empresas capazes de construir aeroportos no Brasil", afirmou a presidente.

A oferta vencedora no leilão do Aeroporto do Galeão foi a da Odebrecht, de R$ 19,018 bilhões, com ágio de 293,9%. No caso de Confins, venceu a CCR, com R$ 1,82 bilhões (ágio de 66%)

"Foi ganho por um extraordinário, um ágio de 243% por um consórcio entre a Odebrecth e uma grande empresa aeroportuária chinesa", disse. A presidente afirmou ainda que o aeroporto de Galeão será um hub internacional e nacional, que vai permitir expansão da capacidade de tráfego no sudeste.

Dilma afirmou que, com as duas concessões, o governo federal vai arrecadar "pouco mais de R$ 20 bilhões". "Isso mostra primeiro um enorme interesse dos investidores em investir no Brasil. Segundo, mostra claramente que o Brasil continua sendo uma das grandes oportunidades para os brasileiros", completou. A presidente afirmou ainda que a arrecadação é importante, mas, para o futuro, o importante são os investimentos.

Durante o evento, ela ressaltou ainda a importância da refinaria Premium 2 para o Ceará. Dilma participa ainda nesta tarde de cerimônia de inauguração da Unidade de Pronto (UPA) 24h na cidade de Horizonte, também no Ceará.

Governo satisfeito. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo está satisfeito com o resultado dos leilões dos aeroportos. "O leilão dos aeroportos foi muito bem sucedido", disse ao chegar ao ministério da Fazenda.

Mantega avalia que o resultado mostra que há apetite dos investidores para entrar no programa de concessões brasileiro. "Quando você oferece um produto rentável, você atrai competição e investidores. São R$ 19 bilhões. Não é um leilão pequeno, é um leilão grande", disse. "Isso mostra que em breve o consumidor brasileiro vai ter condições muito melhores nos principais aeroportos do País."

O ministro disse ainda que o programa de concessões do governo federal "está indo bem" e que foram feitas "boas concessões" de gás, petróleo e rodovias. "Vamos continuar tendo concessões de rodovias. Teremos mais três (concessões) de rodovias este ano. São atraentes e devem atrair competidores. Já estamos satisfeitos com esse resultado", concluiu.

Ele, no entanto, não respondeu perguntas dos jornalistas sobre o risco da ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que trata da correção das cadernetas de poupança nas décadas de 1980 e 1990. Na tarde de hoje, Mantega e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, se reúnem com ministros da Corte para tratar do assunto.

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