Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Arrecadação perde fôlego mas terá aumento em 2011, diz consultoria

Para Marcos Fantinatti, MCM Consultores, resultado do ano como um todo será bom o suficiente para que o governo possa cumprir a meta de superávit primário

Maria Regina Silva, da Agência Estado,

22 de setembro de 2011 | 17h58

Embora espere uma desaceleração no ritmo da arrecadação de impostos e contribuições federais nos próximos meses, o economista da MCM Consultores Marcos Fantinatti avalia que o resultado do ano como um todo será bom o suficiente para que o governo possa cumprir a meta de superávit primário. "Esperamos uma expansão real de 11% (da arrecadação) em 2011", disse. Ele estima uma receita total nominal de R$ 975,5 bilhões em comparação com R$ 826,5 bilhões obtidos no ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, a arrecadação soma R$ 630,464 bilhões, conforme a Receita Federal.

Ao avaliar a arrecadação de agosto - que totalizou R$ 74,608 bilhões, um avanço real de 8,11% em relação ao mesmo mês de 2010 -, o economista acredita que serão cada vez menos frequentes receitas atípicas nos próximos resultados. "Vamos ver cada vez menos esse efeito sobre a arrecadação. Além disso, o arrefecimento da atividade industrial tende a pesar sobre os números", disse.

Levantamento feito pelo AE Projeções com 15 instituições financeiras mostrou que elas esperavam uma arrecadação de R$ 72,500 bilhões a R$ 82,000 bilhões, intervalo que gerou uma mediana de R$ 75,600 bilhões em agosto, contra o resultado efetivo de R$ 90,247 bilhões obtido no mês anterior. A MCM Consultores previa uma arrecadação de R$ 75,420 no mês passado.

Em agosto, a arrecadação de impostos e contribuições administrados pelo governo foi reforçada por um depósito judicial de PIS e Cofins, de uma única empresa, no valor de R$ 1 bilhão, segundo a Receita Federal.

Já o chamado Refis da Crise, segundo Fantinatti, deve continuar impulsionando os cofres do governo. "As maiores empresas concluíram o processo de parcelamento com o Fisco e agora retomam a normalidadade de recolhimento de tributo", explicou. A arrecadação em agosto foi reforçada em R$ 1,850 bilhão com recolhimento das parcelas do Refis da Crise.

Para 2012, a tendência também é de desaceleração da arrecadação de impostos e contribuições federais, de acordo com o economista. Dentre os motivos, ele cita a expectativa de lucro menor das empresas em relação ao esperado em 2011, por conta da base de comparação maior. "Tanto que para este ano esperamos uma expansão do PIB de 3,6% e avanço de 3,8% em 2012", estimou. "Atividade desacelerando tende a afetar de forma mais intensa no ano que vem também a arrecadação", acrescentou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.