Arroz: produtores encerram protesto em cidades da fronteira do RS

Porto Alegre, 26 - Os produtores de arroz do Rio Grande do Sul encerraram hoje à tarde o protesto que começou ontem em Bagé, na fronteira sudoeste do Estado, contra a falta de controle no ingresso do cereal importado do Uruguai e Argentina. Durante cerca de meia hora nesta tarde eles interditaram a BR 153, que liga Bagé a Aceguá, no Uruguai. Além de pedir a instalação de balanças de pesagem nos postos de controle de fronteira, os arrozeiros criticam a entrada do cereal do Uruguai e Argentina, que estaria colaborando para reduzir os preços no mercado interno, segundo o setor produtivo. No Rio Grande do Sul, o produtor recebeu, em média, R$ 25,71 pela saca de 50 quilos de arroz na última semana, com queda de 1,42% em relação à anterior, conforme levantamento da Emater/RS. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Bagé, Paulo Ricardo Dias, o arroz do Uruguai chega à cidade ao preço de R$ 24,00/saca. Além de Bagé, os arrozeiros protestaram em Itaqui, Barra do Quaraí, Quaraí e São Borja, municípios da fronteira do Estado com os países vizinhos. O presidente da Associação dos Agricultores de Bagé e região, Ricardo Zago, disse que a barreira montada pelos produtores na BR 153 deteve oito caminhões entre as 19h de ontem (25) e às 15h30 de hoje, quando foi desativada. A intenção dos arrozeiros era levar os caminhões retidos na barreira até a balança de uma empresa privada, para conferir o peso declarado na nota fiscal, mas eles desistiram do plano depois que foram avisados por motoristas da reativação do equipamento hoje no posto da Receita Federal em Bagé, disse Zago. Entre os nove postos de controle nas fronteiras do Rio Grande do Sul com o Uruguai e Argentina, há balanças em quatro deles, afirmou o dirigente, pedindo a instalação do equipamento nos demais.

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