Associação defende marco regulatório para concessão de aeroportos

Para presidente da Abdib, marco traria mecanismos de aferição de desempenho, controle dos custos e da qualidade dos serviços prestados

Tânia Monteiro, da Agência Estado,

26 de abril de 2011 | 14h05

O presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, defendeu, ao chegar ao Palácio do Planalto, a criação de um marco regulatório para contratos de concessão de aeroportos, com mecanismos de aferição de desempenho deles, controle dos custos e da qualidade dos serviços ali prestados. "É preciso haver uma revolução na gestão dos aeroportos", defendeu Godoy, que considera fundamental, a criação de uma autoridade aeroportuária, como a Secretaria de Aviação Civil, para evitar que os órgãos federais que funcionam nos aeroportos continuem "batendo cabeça" como acontece hoje.

Paulo Godoy considera de "fundamental importância" a criação da Secretaria para organizar o setor. "Esse é o caminho para introduzir estes mecanismos de fiscalização e organização dos aeroportos", disse ele, acrescentando que "é urgente" a solução destes problemas que todos vivem diariamente nos aeroportos. "Precisa de urgência não só pela Copa, porque este é apenas um dos elementos, mas também porque há um crescimento enorme do setor, ano a ano, que não estão sendo acompanhados pela administração dos aeroportos , causando prejuízos para as pessoas, para o turismo e para a abertura de novas fronteiras de negócios", afirmou.

Sobre o modelo de concessão a ser adotado, Godoy disse que é preciso que seja decidido o que vai ser feito e estabelecer as regras, para que fiquem claras e colocar em prática o que for decidido, com os órgãos assumindo responsabilidades sobre o que estarão gerindo.

Sobre a inflação, Paulo Godoy disse que "ela precisa estar sempre na mira, na luneta, nos holofotes, como prioridade do governo, porque ela prejudica o desenvolvimento sustentável".

Para Godoy, hoje existe um "velho problema estrutural da economia brasileira" que é dos gastos públicos. Ele disse que é preciso "criar uma poupança interna mais "robusta", que possa permitir uma política monetária mais expansiva, sem gerar inflação"."Tem de achar o ponto de equilíbrio mas, enquanto isso, tem de estimular o investimento, para diminuir cada vez mais a influência do crescimento na inflação", disse. Godoy completou dizendo que reconhece que o aumento dos juros é "uma política transitória para o modelo sustentável, que ainda não alcançamos, e que só vamos alcançar quando pudermos crescer sem o risco da inflação". Ele lembrou, no entanto, que a inflação é um fenômeno mundial. "Hoje temos poucos instrumentos adicionais à política de juros para o combate direto à inflação", disse.

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