Até a Petrobrás já colocou o pé no freio, diz Abimaq

Durante seminário, o presidente da associação voltou a afirmar que as indústrias devem iniciar processo de demissões a partir de janeiro, por conta da redução na demanda

Gustavo Porto, da Agência Estado,

28 de outubro de 2011 | 16h27

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto, utilizou nesta sexta-feira, 28, a Petrobrás, maior empresa do País, para exemplificar a desaceleração na demanda do mercado de bens de capital. "Até a Petrobrás já colocou o pé no freio e reduziu a demanda", disse Aubert, que citou ainda outra gigante brasileira, a Usiminas, para justificar a queda no ritmo do setor. "A Usiminas começou a postergar (o recebimento das) entregas de pedidos feitos", completou.

Aubert, que participa do seminário "Planejamento Estratégico 2012", da Abimaq, em Ribeirão Preto (SP), reafirmou que a indústria de bens de capital deve iniciar um processo de demissões em três meses, ou seja, a partir de janeiro, por conta dessa redução na demanda e ainda do avanço da oferta de importados. "A média de pedidos em carteira caiu de 24 semanas para 14 semanas", disse. "As demissões só não começaram ainda por conta do dissídio coletivo, que aumenta os custos das dispensas", completou.

O setor tem 262 mil empregados, já chegou a 450 mil em meados da década de 90 do século passado, mas teve um piso de 210 mil funcionários após a crise de 2008. "A solução é uma guerra comercial para evitar a avalanche dos importados em defesa da indústria brasileira, já que dificilmente algo será feito para resolver os problemas do câmbio e dos juros", concluiu Aubert.

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