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Atividade industrial registra 53,3 pontos em março, diz CNI

Resultado de março ficou bem abaixo do verificado no mesmo mês de 2010, quando o indicador registrou 62,9 pontos 

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

27 de abril de 2011 | 11h32

A produção industrial cresceu moderadamente em março em relação a fevereiro, conforme a Sondagem Industrial divulgada há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala na qual valores acima de 50 pontos significam crescimento, o indicador de produção do mês passado registrou 53,3 pontos. Em fevereiro, o indicador havia ficado em 51 pontos.

De acordo com a entidade, com o ritmo moderado de expansão no primeiro trimestre do ano, o resultado de março ficou bem abaixo do verificado no mesmo mês de 2010, quando o indicador registrou 62,9 pontos, ou seja, houve uma expansão mais disseminada e intensa do que a verificada este ano.

Além disso, o nível de utilização da capacidade instalada (Nuci) registrou 47,4 pontos, significando que a indústria operou a um nível abaixo do usual para o terceiro mês do ano, uma vez que o indicador ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Em fevereiro, a variável havia registrado 47 pontos. Da mesma forma, o desempenho, em 2011, foi inferior ao obtido em março do ano passado, quando o Nuci registrou 54 pontos. Ainda de acordo com a CNI, o porcentual médio de utilização da capacidade instalada chegou a 74% em março, dois pontos porcentuais acima da avaliação feita pelos empresários em fevereiro.

Apesar do ritmo mais fraco de crescimento da indústria, o emprego no setor continuou a se expandir em março, com indicador de 51,2 pontos. Por outro lado, o nível dos estoques nas fábricas ficou relativamente estável no mês, com 50,5 pontos, mesmo patamar da variável que mede os estoques em relação ao planejado pelos empresários.

A Sondagem Industrial da CNI foi realizada com 1.569 empresas entre os dias 31 de março e 14 de abril.

Exportações

A desaceleração do ritmo de produção industrial no primeiro trimestre do ano tem se refletido em menos otimismo por parte do empresários. Após uma ligeira melhora em março, as perspectivas para os próximos seis meses em relação à demanda voltaram a piorar em abril, e chegaram a 61,7 pontos. Em uma escala onde valores acima dos 50 pontos significam crescimento, o indicador estava em 62 pontos no mês anterior.

Da mesma forma, a variável que mede os planos para compras de matérias-primas também piorou na comparação mensal, passando de 59,1 pontos em março para 58,8 pontos em abril. Mais grave ainda foi o resultado para as expectativas de exportações, que passou de um patamar positivo de 51 pontos no mês passado para 49,1 pontos, indicando que os empresários esperam uma diminuição dos embarques nos próximos meses.

Apesar disso, os planos para a contratação de empregados na indústria voltaram a aumentar, passando de 54,1 pontos para 55,4 pontos. Em todos os indicadores, porém, o resultado de abril ficou aquém do obtido no mesmo período do ano passado.

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