Atuação internacional da Eletrobrás começaria por Garabi e Peru

O plano de expansão internacional da Eletrobrás será definido e eventualmente aprovado até julho deste ano, segundo o assessor da Área Internacional da estatal, Ruderico Pimentel.

REUTERS

13 de maio de 2009 | 13h27

Segundo ele, há vários projetos em estudo e a estatal está "abrindo o leque de opções", sendo os projetos mais viáveis a construção da Hidrelétrica de Garabi (no rio Uruguai), em parceria com a Argentina, e usinas no Peru.

"Talvez essas sejam as mais imediatas e concretas", disse ele.

"O nosso foco é a América do Sul e a América Latina. A gente quer aproveitar as oportunidades rentáveis e baratas porque muitos países da região têm muita energia", acrescentou.

Pimentel acrescentou que o Peru tem um potencial hidrelétrico muito grande e os empreendimentos no país vizinho têm capacidade de geração de energia de 6 a 8 mil megawatts (MW).

"O potencial peruano é muito grande, perto de 20 mil, mas há barreiras ambientais para viabilizar", acrescentou.

No ano passado, a Eletrobrás foi liberada para uma atuação internacional. Até então, ela participava através de suas subsidiárias como prestadora de serviços.

Segundo ele, as diferenças políticas na região podem ser alguns obstáculos a serem superados para que haja uma maior integração energética na região.

"Temos que construir regras, mas não podemos esquecer que projetos hidrelétricos são longos, com duração de 20 ou 30 anos, e levam até 8 anos para serem construídos. Tem que trabalhar olhando para a construção do futuro".

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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