ATUALIZA 1-Aeromexico quer renovar frota com pedido de US$11 bi à Boeing

A maior companhia aérea do México, a Aeromexico, anunciou nesta quarta-feira um pedido provisório no valor de 11 bilhões de dólares à Boeing, no que foi identificado pela empresa como o maior investimento por uma companhia aérea na história do país.

Reuters

25 de julho de 2012 | 15h15

O pedido inclui 90 737-8 MAXs, de corredor único e motores CFM International LEAP-1B, e dez 787-9 Dreamliners, de corredor duplo e motores General Electric GEnx-1B, afirmou a Aeromexico em um comunicado que não detalhou o pedido nem acordos de financiamento.

Um porta-voz da empresa disse que o acordo permitirá à Aeromexico renovar sua atual frota de 110 aeronaves, uma tendência entre companhias aéreas em todo o mundo, que desejam reduzir suas despesas com combustível.

No longo prazo, a empresa pretende ser possuidora de metade de sua frota e arrendar a outra metade, adicionou, sem entrar em detalhes a respeito da compra.

A Aeromexico, que abriu seu capital no ano passado, disse que os Dreamliners começarão a ser entregues no verão de 2013 e os 737 MAX-8, a partir de 2018.

A companhia fará o primeiro pagamento pré-entrega no valor de 40 milhões de dólares antes do final do ano, quando espera assinar o acordo de compra.

A Aeromexico consegue financiar a transação facilmente com sua posição de caixa, disse o presidente-executivo da empresa, Andres Conesa, num conference call com analistas. O próximo pagamento importante será realizado em 2015, adicionou.

O pedido se soma a um pacote de 20 aeronaves anunciado pela Aeromexico no ano passado, que inclui 10 jatos da Embraer e 10 aeronaves 737-8 NG, da Boeing.

A Delta Air Lines adquiriu em junho uma participação de 4 por cento na Aeroméxico por 65 milhões de dólares. O porta-voz da Aeromexico não especificou se a companhia aérea norte-americana contribuirá com parte do pagamento relativo ao pedido.

A Aeromexico elevou sua fatia de mercado após sua rival Mexicana cessar as operações antes de declarar falência, em 2010.

(Por Elinor Comlay, Verónica Gómez e Cyntia Barrera)

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