Augustin prevê crescimento de cerca de 50% dos investimentos em 2010

Até setembro os investimentos no governo central apresentaram uma expansão de 57%

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

26 de outubro de 2010 | 10h22

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, previu que as despesas com investimento no governo central devem fechar o ano com expansão de 50% ou "um pouco menos". Ele disse que esse é um número significativo e mostra uma tendência forte de crescimento dos investimentos, que deve continuar.

Até setembro os investimentos no governo central apresentaram uma expansão de 57%. Augustin disse que é normal ocorrer uma diminuição do ritmo de expansão nos gastos com investimentos. Em março, os investimentos estavam crescendo ao ritmo de 116%, trajetória que foi caindo até setembro. 

Augustin informou há pouco que o governo continua trabalhando para alcançar a meta cheia de superávit primário das contas do setor público de 3,3% do PIB em 2010. Mesmo com os recursos que ingressaram nos cofres do governo graças à capitalização da Petrobras, não há expectativa de fazer um superávit maior.

"Estamos trabalhando desde o início do ano com superávit de 3,3% do PIB", disse. Ele admitiu que as estatais federais não devem cumprir a meta de superávit prevista para este ano, conforme antecipou a Agência Estado. Com isso, reconheceu o secretário, o Governo Central terá de fazer um superávit maior para compensar.

Ainda segundo Augustin, não houve manobra fiscal para a realização do superávit primário das contas do governo central e nem haverá até o fim do ano. Ele rebateu as críticas de que o superávit feito com os recursos da operação de capitalização da Petrobrás é precário. "Não concordo", disse ele. O secretário reagiu às críticas afirmando que, se fosse dessa forma, seria preciso considerar que em 1998 as contas do governo central apresentaram déficit, já que naquele ano o resultado foi influenciado pelos recursos que entraram nos cofres com a privatização da Telebrás. Ele ressaltou que as receitas de concessão são importantes e não há nenhuma novidade nisso.

Dívida

O secretário informou que a dívida do setor público vai aumentar com a operação de capitalização da Petrobrás. Segundo ele, o aumento da dívida bruta será do tamanho do empréstimo de R$ 24 bilhões que o Tesouro fez ao BNDES. Com esse empréstimo, o BNDES pagou à Petrobrás o aumento de sua participação na capitalização da Petrobrás. Por outro lado, ele destacou que a dívida líquida não sofrerá impacto já que a União tem como ativo o próprio empréstimo concedido ao banco.

Augustin disse que o aumento da dívida bruta não preocupa o governo e rebateu as críticas de que o empréstimo do governo ao BNDES para a operação de capitalização foi uma manobra contábil para o aumento no superávit que não tem impacto na demanda agregada da economia. "Eu respeito, mas não concordo", disse. O secretário acrescentou que empréstimo ao BNDES é um ativo que o governo tem e que os investimentos feitos pelo banco ajudam no médio prazo a política monetária. "É a melhor ajuda que a política monetária pode ter".

Augustin informou que a dívida do setor público vai aumentar com a operação de capitalização da Petrobrás. Segundo ele, o aumento da dívida bruta será do tamanho do empréstimo de R$ 24 bilhões que o Tesouro fez ao BNDES. Com esse empréstimo, o BNDES pagou à Petrobrás o aumento de sua participação na capitalização da Petrobrás. Por outro lado, ele destacou que a dívida líquida não sofrerá impacto, já que a União tem como ativo o próprio empréstimo concedido ao banco.

Augustin disse que o aumento da dívida bruta não preocupa o governo e rebateu as críticas de que o empréstimo do governo ao BNDES para a operação de capitalização foi uma manobra contábil para o aumento no superávit que não tem impacto na demanda agregada da economia. "Eu respeito, mas não concordo", disse. O secretário acrescentou que empréstimo ao BNDES é um ativo que o governo tem e que os investimentos feitos pelo banco ajudam no médio prazo a política monetária. "É a melhor ajuda que a política monetária pode ter".

Despesas de custeio

Augustin admitiu que as despesas de custeio do governo central apresentam no ano um crescimento "um pouco alto, que não é o ideal". Ele reconheceu que o ritmo de crescimento de custeio preocupa e precisa cair. Pelos dados do Tesouro, as despesas de custeio têm uma expansão de 7,2% acima do crescimento nominal do PIB.

Já as despesas com investimento (capital) de 38% acima da expansão nominal do PIB são excelentes na visão do secretário. Ele disse que esse crescimento é necessário para o Brasil continuar crescendo de forma sustentável. Segundo ele, se não houvesse o aumento das despesas de investimento, provavelmente o País não estaria crescendo no ritmo atual, pois a economia seria gargalo. Ele ponderou, no entanto, que o Brasil tem uma equação fiscal sólida que garante o crescimento sustentável.

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