Aumenta pessimismo para América Latina no 1º trimestre, diz FGV

Segundo sondagem da FGV, apenas três registraram aumento no índice de clima econômico: Argentina, Colômbia e México

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

18 de maio de 2011 | 09h07

A avaliação de especialistas sobre a economia latino-americana ficou mais pessimista. É o que mostrou hoje o Índice de Clima Econômico (ICE) da América Latina, que recuou de 5,8 pontos para 5,6 pontos da pesquisa anterior, de janeiro, para a divulgada hoje, que reflete cenário em maio com dados apurados até abril.

O indicador permaneceu estável por dois trimestres consecutivos, mas foi derrubado por uma piora nas expectativas dos analistas quanto aos rumos futuros da economia na região. A conclusão consta da Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo Institute for Economic Research at the University of Munich, ou Instituto alemão IFO, e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). A sondagem é trimestral, e suas respostas são usadas para cálculo do ICE, que vai até nove pontos.

No resultado dos dois sub-indicadores que compõem o ICE, o Índice da Situação Atual

(ISA) permaneceu em 5,9 pontos no período. Mas o Índice de Expectativas (IE) recuou de 5,7 para 5,3 pontos, de janeiro para abril.

Nos 11 países pesquisados para cálculo do indicador, apenas três registraram aumento no índice de clima econômico, de janeiro para abril. É o caso de Argentina, Colômbia e México.  Oito países apresentaram queda no clima econômico, no mesmo período. É o caso de Bolívia, Brasil, Chile,Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Para cálculo do indicador, as instituições consultaram 147especialistas em 18 países.

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