Aumento da arrecadação compensa elevação de despesas em ano eleitoral

BC destacou que a arrecadação de impostos em contribuições federaiscobrados pela Receita teve um crescimento nominal em abril de 22% emcomparação ao mesmo mês do ano passado

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

27 de maio de 2010 | 13h01

O aumento da arrecadação ao longo deste ano tem compensado a elevação das despesas em ano eleitoral. Tanto o governo federal como os Estados e municípios têm se valido de aumento da arrecadação para alcançar superávits primários nas suas contas. O crescimento da arrecadação tem sido favorecido pela retomada mais acelerada da atividade econômica.

"É de se esperar que a combinação de aumento de receitas e de retirada das desonerações se refletisse no superávit primário", disse o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes. Ele destacou que a arrecadação de impostos em contribuições federais cobrados pela Receita teve um crescimento nominal em abril de 22% em comparação ao mesmo mês do ano passado. A arrecadação do ICMS cobrado pelos Estados também está em alta. O chefe do Depec fez questão de ressaltar que a arrecadação do ICMS em março registrou uma expansão nominal de 15,1% sobre o mesmo mês de 2009. Os dados de abril para o ICMS não são conhecidos ainda.

Lopes comentou que, "em geral", é natural o aumento dos dispêndios em anos eleitorais. Mas destacou que não tem como avaliar o comportamento em separado da evolução das despesas dos Estados. "O que temos observado é um aumento da arrecadação", disse. 

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