Aumento do compulsório pode postergar alta dos juros, diz Bernardo

Segundo ministro, o BC dá um sinal claro de que pode usar outros instrumentos (para controlar a inflação)

Leonardo Goy, da Agência Estado,

25 de fevereiro de 2010 | 11h50

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que, com a decisão de quarta-feira, 24, de aumentar o compulsório dos bancos, é possível que o Banco Central postergue o aumento da taxa de juros. "É uma possibilidade", disse o ministro, ao ser questionado sobre o assunto após participar de palestra na sede da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

 

"O BC dá um sinal claro de que, além do simples manuseio da taxa de juros, pode usar outros instrumentos (para controlar a inflação)", completou. Bernardo afirmou que, na opinião do governo, na inflação está sob controle. "Mas nós nos preocupamos sempre com ela", afirmou. Segundo ele, é uma orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o governo "bata duro" para controlar a alta dos preços.

 

O ministro também comemorou os resultados do superávit primário do setor público, divulgados há pouco pelo Banco Central. O superávit primário acumulado em 12 meses, encerrados em janeiro, atingiu 2,32% do PIB. "São bons resultados, mas a nossa meta é fechar o ano com 3,3% (do PIB). Com certeza, dá para chegar lá", disse. Bernardo negou que o governo esteja atrasando pagamentos de depósitos judiciais para inflar artificialmente o superávit.

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