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Austeridade fiscal prematura pode gerar nova recessão mundial

Segundo órgão da ONU, 'círculo vicioso induzido pela contração fiscal, fraqueza das instituições financeiras e pela fragilidade financeira das famílias está alimentando uma crise de confiança'

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 15h37

LONDRES - A adoção prematura de programas de austeridade fiscal pelos governos de países desenvolvidos pode levar a economia mundial a uma nova recessão, de acordo com a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Segundo o órgão, se essas nações continuarem adotando medidas para reduzir gastos e aumentar a arrecadação, terão fracassado em aprender as lições trazidas pela década de 1930, quando os EUA usaram esse tipo de estratégia cedo demais e acabaram provocando uma forte recessão nos anos de 1937 e 1938.

De acordo com a Unctad, nos últimos anos a maioria dos países desenvolvidos tentou estimular a confiança do setor privado interrompendo ou revertendo as políticas de aumento nos gastos públicos implementadas após a mais recente crise, mas claramente essa estratégia não funcionou, já que os indicadores sugerem a possibilidade de uma "recessão plena" em algumas dessas nações em 2012.

"O círculo vicioso induzido pela contração fiscal, pela fraqueza das instituições financeiras e pela fragilidade financeira das famílias está alimentando uma crise de confiança e pesando sobre os investimentos e a criação de empregos nos setores público e privado", afirmou o órgão, acrescentando que a recessão nas economias desenvolvidas provavelmente afetará "todos os países" e que as nações em desenvolvimento deveriam se preparar para isso.

A Unctad afirmou ainda que a diferença nas taxas de juros dos bônus dos países da zona do euro não são resultado de déficits orçamentários ou níveis de endividamento maiores ou menores. "O spread reflete principalmente um risco cambial em vez do risco genuíno de um default soberano. Os país vulneráveis da zona do euro não emitem a moeda com a qual se endividam e não possuem um credor confiável a quem possam recorrer."

O órgão também recomendou aos países desenvolvidos que "evitem a intensificação das medidas de austeridade porque dificilmente elas produzirão os efeitos desejados e podem levar o mundo a uma nova recessão ou até mesmo a uma depressão".

As informações são da Dow Jones.

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