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Automóveis e eletrodomésticos puxam queda da produção industrial em abril

Segundo o IBGE, a queda é explicada pela desaceleração do ritmo de concessão de crédito e o aumento dos juros, além de um maior volume de importações

Daniela Amorim, da Agência Estado,

31 de maio de 2011 | 09h58

Dois segmentos foram os principais responsáveis pela queda de 2,1% na produção industrial de abril, ante março, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Veículos automotores e máquinas e equipamentos foram as grandes influências negativas no índice, graças à queda na produção de automóveis e eletrodomésticos.

Segundo o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Luiz Macedo, o recuo é explicado pela desaceleração do ritmo de concessão de crédito e o aumento dos juros, além de um maior volume de importações.

"No primeiro trimestre do ano, observamos uma diminuição no volume de importações frente ao último trimestre de 2010. Mas em abril houve um movimento contrário, observamos um aumento no volume de importações, o que pode ajudar a explicar a queda na produção do setor de bens de consumo duráveis", explicou Macedo.

Outra explicação para o recuo na produção industrial como um todo em abril seria uma elevada base de comparação, já que o índice alcançou seu ponto mais elevado na série histórica em março.

"Além disso, março e abril tiveram a influência do efeito calendário. Março teve dois dias úteis a menos e abril teve um dia útil a menos, em comparação a iguais períodos do ano passado. Um dia a menos de trabalho influencia negativamente a produção", explicou. (Daniela Amorim)A produção de bens de capital (máquinas e equipamentos) recuou 2,9% em abril ante março, segundo informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a abril de 2010, houve leve alta de 0,1%.

Bens de capital


No acumulado de 2011, a produção de bens de capital cresceu 6,2% e, nos 12 meses encerrados em abril, avançou 13,7%.

De acordo com os dados divulgados mais cedo pelo IBGE, a produção industrial, de forma geral, recuou 2,1% em abril ante março, na série com ajuste sazonal.

Já o crescimento de março ante fevereiro foi revisto de 0,5% para 1,1%. O índice de média móvel trimestral da indústria, conforme os dados do instituto, fechou o mês de abril em alta de 0,3%, ante o aumento de 0,9% registrado no trimestre encerrado em março. 

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