Aversão ao risco por parte de investidores inaugurou AE Broadcast ao Vivo

Crise de 2002, que garantiu escalada do preço do dólar, foi analisada por Ricardo Amorin, atual economista do banco WestLB

Equipe AE,

12 de outubro de 2007 | 17h49

O ano de 2002, que marcou a estréia do Broadcast ao Vivo, registrou forte volatilidade no mercado financeiro e a escalada do preço do dólar para o pico de R$ 4,00. Nove meses antes, a sétima maior empresa norte-americana, a companhia de energia Enron, conduzia a fila de corporações que anunciariam escândalos contábeis capazes de causar uma aversão ao risco em investidores do mundo inteiro. Como se não bastasse, pesquisas de opinião apontavam o então candidato do Partido dos Trabalhadores, Luis Inácio Lula da Silva, como o favorito ao pleito presidencial. Neste contexto, a Agência Estado inaugurou em agosto o seu novo serviço ouvindo o analista Ricardo Amorim, na época o economista coordenador da área de pesquisa econômica para a América Latina da consultoria norte-americana IDEA Global. Hoje Ricardo Amorin é diretor de Estratégia para América Latina do banco WestLB. O principal assunto da entrevista era a aversão de investidores externos a países sem sólidos fundamentos econômicos. Por esse motivo, o Brasil não conseguia adiar a quitação de empréstimos internacionais com a obtenção de novas linhas de crédito, algo que não era visto desde 1999 e que não voltou a se repetir com tanta intensidade. À época o governo lançou medidas de incentivo às exportações e o então presidente do Banco Central, Armínio Fraga, promoveu uma série de viagens ao exterior para tentar tranqüilizar investidores internacionais. Para Amorin, era muito difícil que houvesse, naquele momento, um retorno do financiamento externo ao governo e às empresas. "Esta aversão não ocorre somente em relação ao Brasil, mas como o País tem uma vulnerabilidade maior, acaba sendo mais afetado", considerou na época.

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