Aves: abates devem subir no máximo 5% no RS em 2005

Porto Alegre, 29 - Os frigoríficos do Rio Grande do Sul devem aumentar em, no máximo, 5% os abates de aves em 2005, estimou hoje o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), Aristides Vogt. Em 2004, o setor deve registrar o abate de 587 milhões de aves, numa queda de 4,39% ante 2003. O alojamento de pintos de corte está estimado em 635 milhões este ano, estável em relação aos 629 milhões de 2003. "As empresas vinham preparadas para a crise, mas perceberam que o mercado está crescendo", comentou Vogt, sobre a recuperação da economia no segundo semestre. No Rio Grande do Sul, o dirigente disse que o mercado deve sentir o efeito indireto do aumento das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovado ontem pela Assembléia Legislativa. O aumento deve restringir os gastos dos consumidores, prevêem as indústrias. O setor empresarial do Estado exerceu forte pressão contra o reajuste, mas não conseguiu evitar a aprovação da proposta, que faz parte do plano do governador Germano Rigotto (PMDB) para combater o déficit público. Com a aprovação, os consumidores gaúchos pagarão, em vez dos 25% descontados atualmente, 30% de ICMS em telecomunicações e energia elétrica (residencial e comercial) e 29% no álcool e gasolina em 2005. Nos dois combustíveis, a alíquota cairá para 28% em 2006. A tributação é vista pelos frigoríficos como um dos fatores que dificultam a colocação dos produtos em outros Estados e, ao mesmo tempo, determinam a perda de espaço no mercado local. A venda de carne de frango gaúcha para outros Estados deve encerrar o ano com queda de 16% em volume. Na comercialização dentro do Rio Grande do Sul, o setor espera redução de 13% em 2004, enquanto as exportações devem subir 7,48%. No balanço geral, a venda deve somar 899 mil toneladas este ano, com queda de 1,96% ante 2003.

Agencia Estado,

29 de dezembro de 2004 | 17h16

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