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Avianca entra na Star Alliance e deve ampliar oferta de voos no País em 15%

Companhia passa a contar com parceria de 27 empresas, como TAP e Lufthansa, para compartilhamento de voos e integração de programas de milhagem; expansão de assentos se dará com a substituição de aviões Fokker 100 pelo modelo A320

Marina Gazzoni, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 17h46

Atualizado às 21h37 

A Avianca Brasil ingressou nesta quarta-feira na aliança de empresas aéreas Star Alliance, completando uma vaga aberta no Brasil desde que a TAM saiu do grupo, em março de 2014. A companhia, que tem 9% de participação no setor aéreo brasileiro, conta com os passageiros das outras 27 empresas aéreas que integram a Star Alliance para encher seus aviões nos voos nacionais. Mesmo com a crise econômica, a empresa mantém seu plano de ampliar em 15% a oferta de passagens aéreas este ano.

Ao ingressar na aliança, a Avianca passa a ter como parceiras a portuguesa TAP, a alemã Lufthansa e americana United Airlines, entre outras empresas, que voam para 1.330 aeroportos em 190 países. Essas companhias poderão fazer acordos de compartilhamento de voos (code share) com a Avianca e integrar seus programas de milhagem. Os membros do programa Amigo, da Avianca Brasil, já podem resgatar passagens aéreas em voos das companhias da Star Alliance. E quem voar de Avianca poderá acumular milhas nas demais empresas. 

“Assumimos o compromisso de distribuir os passageiros da Star Alliance no Brasil”, disse nesta quarta-feira o presidente da Avianca Brasil, José Efromovich, na cerimônia de ingresso da Avianca na aliança global. De acordo com ele, as novas parcerias com empresas estrangeiras foram importantes para a manutenção do plano da companhia de ampliar em 15% a oferta no Brasil este ano, mesmo em um cenário recessivo. O movimento vai na contramão do anúncio feito esta semana pela TAM, de reduzir em 10% sua oferta nacional.

A expansão da Avianca ocorrerá por meio da substituição dos aviões Fokker MK-28, mais conhecido como Fokker 100, por modelos A320, da Airbus. Os A320 tem 162 assentos, contra 100 dos aviões da Fokker. A empresa já substituiu cinco dos oito modelos Fokker que tinha no início do ano. O último avião deixará de voar em agosto. 

O Fokker 100, cuja fabricante faliu em 1996, teve sua reputação manchada no Brasil após três acidentes com vítimas em modelos operados pela TAM entre 1996 e 2001. Ao todo, o Fokker 100 registrou cinco acidentes com mortes no mundo, abaixo da média por modelo de avião - de 12,3 acidentes, considerando 41 modelos avaliados pelo site Air Safe.

Negociação. A entrada da Avianca Brasil na Star Alliance ocorre três anos após o ingresso no grupo da empresa homônima colombiana, que tem os mesmos controladores - o grupo Synergy, dos irmãos José e Germán Efromovich. 

A Star Alliance estava procurando um parceiro no Brasil desde a saída da TAM, que foi para a aliança concorrente Oneworld após a fusão com a chilena LAN, que era do outro grupo. A Star Alliance chegou a conversar com a Gol e a Azul, mas as negociações não avançaram na ocasião. A Gol se mantém fora de alianças e fecha acordos bilaterais com empresas parceiras. 

No caso da Azul, o cenário mudou recentemente. Seu controlador, David Neeleman, afirmou no fim de junho que está em negociação neste momento para ingressar na Star Alliance, após se aproximar de duas companhias participantes da aliança em negócios anunciados na ocasião. Um deles foi a venda de 3% da Azul para a United Airlines. O outro foi a compra de uma fatia da TAP por Neeleman. 

“O Brasil é um mercado muito grande e há espaço para dois membros no País. Mas vamos falar disso outra hora. Hoje é o dia da Avianca”, disse nesta quarta-feira o presidente da Star Alliance, Mark Schwab. Se isso ocorrer, o Brasil será o único país com dois membros no grupo. 

A primeira a ter parcerias com as duas empresas deve ser a TAP. A aérea portuguesa se tornou automaticamente parceira da Avianca nesta quarta-feira por meio da Star Alliance. Com a venda da empresa a Neeleman, Azul e TAP passam a ter o mesmo dono e sua aproximação é natural. “Nós voamos para 12 cidades no Brasil e queremos distribuir nossos passageiros em voos nacionais usando a malha da Azul e da Avianca”, disse nesta quarta-feira o presidente da TAP, Fernando Pinto. Segundo ele, as malhas das duas empresas são diferentes e não há conflito em manter as duas parcerias.

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