Carlos Garcia Rawlins/Reuters
Carlos Garcia Rawlins/Reuters

Avianca propõe venda de parte operacional

Aérea apresentou na sexta-feira plano de recuperação à Justiça e quer mais prazo para pagar aviões

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

02 de fevereiro de 2019 | 04h00

No dia em que venceu o prazo dado pela Justiça para a Avianca fazer uma proposta de pagamento para as arrendadoras de aviões, a companhia aérea apresentou seu plano de recuperação judicial e pediu uma prorrogação de prazo até a segunda quinzena de abril, apurou o Estado. O plano da empresa, que precisa ser aprovado em assembleia de credores, prevê a venda de sua parte operacional.

Em audiência no último dia 14, a Justiça havia dado até ontem para a Avianca entregar a proposta de pagamento e se comprometer a realizar os próximos pagamentos nas datas de vencimento. Caso contrário, o juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, poderia determinar a reintegração imediata da posse dos aviões. Até o fechamento desta edição, no entanto, o magistrado não havia decidido sobre o assunto.

Na sexta, a Avianca pediu a prorrogação do prazo afirmando que negocia uma injeção de recursos na empresa. Segundo fontes ouvidas pelo Estado, o fundo americano Elliot considera a possibilidade de aportar R$ 250 milhões na aérea.

Mesmo com o aporte, a ideia dos executivos da empresa é vender a parte operacional. Por isso, a companhia briga na Justiça para não perder suas atuais aeronaves. A Avianca aluga todos os aviões que utiliza e poderia repassá-los ao comprador da empresa, tornando o negócio mais atrativo.

O plano de recuperação judicial prevê também que a empresa se desfaça dos “slots” (autorização de pousos em decolagens), bastante disputados no mercado, principalmente os dos aeroportos de Brasília e Congonhas. Com os recursos levantados, a companhia pagaria os credores.

Em recuperação judicial deste dezembro, a Avianca soma quase R$ 500 milhões em dívidas, sem considerar os débitos das arrendadoras de aviões. No último mês, a empresa apresentou propostas para seis de oito arrendadoras – duas não aceitaram nem conversar. Em geral, as ofertas da companhia para os credores não estão incluindo pagamentos. Segundo fontes, o desgaste nos últimos meses para se tentar chegar a um acordo foi grande.

Procurada, a Avianca não quis se pronunciar.

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