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Avianca quer fundir operações ainda este ano

Presidente do Conselho explicou que a empresa tem uma estratégia “conservadora” para os próximos anos devido ao complexo cenário econômico nos mercados

Reuters

31 Março 2016 | 09h34

O principal acionista da companhia aérea Avianca e presidente do Conselho da empresa, Germán Efromovich, disse ontem na Fidae (feira do setor que acontece nessa semana no Chile), que buscará concretizar o mais cedo possível a fusão entre a Avianca Holdings e a Avianca Brasil, que opera no mercado doméstico brasileiro.

“A companhia, seu conselho e acionistas majoritários estão conscientes de que a fusão entre a Avianca Colômbia e a Avianca Brasil tem de ocorrer e tem de ocorrer o mais cedo possível”, explicou.

“Estamos buscando criar as condições para que isso ocorra. Gostaríamos que fosse este ano”, acrescentou.

Efromovich afirmou ainda que a Avianca Holdings definirá em abril um plano para postergar o recebimento de novos aviões com os quais se comprometeu, em meio à debilidade da demanda aérea na América Latina.

O executivo explicou que a Avianca tem uma estratégia “conservadora” para os próximos anos devido ao complexo cenário econômico nos mercados em que atua, motivo pelo qual não buscará aumentar a capacidade, mas ser mais eficiente para recuperar-se das perdas do ano anterior.

O plano inicial da companhia era renovar seus aviões a partir de 2017 para finalizar em 2024.

“O que vemos agora é diminuir ao máximo e postergar esse início de troca de frota para 2019-2020”, disse Efromovich.

Feira. Na Fidae, fabricantes e companhias aéreas afirmaram que as dificuldades econômicas e políticas que atingem a América Latina não serão um obstáculo para a robusta expansão dos negócios do setor nos próximos anos.

Executivos da indústria se mostraram otimistas em relação ao crescimento esperado para as companhias aéreas, diante da pouca maturidade do mercado de passageiros na América Latina e do surgimento de megacidades na região.

A América Latina tem 0,4 passageiro per capita, um sexto em comparação com os Estados Unidos, segundo dados das companhias do setor.

Nos últimos cinco anos, o aumento anual da demanda por viagens aéreas na América Latina foi de cerca de 7%, acima da média global de 5%, tendência que deve continuar nos próximos 20 anos, quando se espera que a região cresça cerca de 6%. 

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