Avon se reestrutura e muda centro de distribuição no Brasil

Empresa anuncia investimentos, mas fechará 2.400 postos de trabalho no mundo todo

REUTERS

08 de janeiro de 2008 | 13h02

A fabricante de cosméticos norte-americana Avon  aumentou a estimativa de gastos necessários para a sua reestruturação, inclusive no Brasil, de US$ 500 milhões para US$ 530 milhões. Dentre as medidas, a empresa espera abrir um novo centro de distribuição no Brasil até 2010. Mas, para isso, vai desativar em quatro anos sua atual unidade para esse fim em São Paulo.A empresa disse em comunicado nesta terça-feira que espera anunciar o local escolhido para o novo centro até meados de 2008, em meio a um esforço de reestruturação global. O novo centro da Avon no Brasil terá capacidade para arcar com 70% do fluxo de produção da empresa e empregará cerca de 1.300 funcionários, segundo a companhia. O atual centro de distribuição paulista conta com cerca de 1.700 empregados. Os anúncios fazem parte de uma iniciativa de reestruturação da Avon pelo mundo com custos estimados em cerca de US$ 530 milhões. A empresa espera conseguir economias anualizadas de aproximadamente US$ 430 milhões assim que todas as iniciativas de reorganização estiverem plenamente implementadas, entre 2011 e 2012.  Demanda em alta Segundo a Avon, o plano do novo centro de distribuição no Brasil surgiu devido à crescente demanda do mercado interno, o que acarretou a necessidade de melhorar a produtividade e a precisão na distribuição de pedidos através de sistemas mais eficientes. As iniciativas da Avon em todo o mundo anunciadas nesta terça-feira vão afetar cerca de 4.000 empregos, com redução líquida total de cerca de 2.400 postos de trabalho. Ainda na América Latina, a Avon fechará sua fábrica na Guatemala no final de 2008 e vai transferir a produção da unidade para o México. O centro de distribuição guatemalteco continuará a funcionar. A Avon também anunciou, entre outras medidas, que as operações de distribuição na Europa continental serão consolidadas na Espanha.

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