Azul vê tarifa mais cara em 2010; pode fazer IPO em 2011 ou 2012

A Azul Linhas Aéreas estima um aumento das tarifas por toda a indústria de 10 a 20 por cento em 2010, ano em que o tráfego poderá crescer até 15 por cento, disse o presidente da empresa, Pedro Janot, nesta segunda-feira.

REUTERS

07 de dezembro de 2009 | 13h14

"Deve ser um ano de menos promoções e menos assentos mais baratos disponíveis", disse Janot a jornalistas, durante evento para celebrar a marca de 2 milhões de clientes transportados pela Azul, após quase um ano de operação da empresa.

"As companhias têm que ter rentabilidade e a demanda vai ser forte. As empresas vão ajustar o preço à demanda."

Segundo ele, 2009 deve terminar com crescimento do tráfego aéreo no mercado doméstico de cerca de 10 por cento, número bom diante da crise global que prejudicou o mercado no primeiro semestre.

Janot afirmou ainda que a ocupação continua elevada nos aviões da Azul, em alguns trechos acima de 90 por cento. A empresa deverá receber sete aviões da Embraer no ano que vem. Se o mercado continuar aquecido, a empresa poderá antecipar algumas encomendas ou buscar aviões usados no mercado.

IPO À FRENTE

O presidente da Azul afirmou também que a companhia poderá fazer uma oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2011 ou 2012.

Mas a eventual abertura de capital, ressaltou Janot, estaria condicionada à aprovação pelo Congresso da lei que eleva o limite de capital estrangeiro em empresas aéreas no país de 20 para 49 por cento.

"Nossa proposta é fazer um IPO no projeto Azul. Este momento está chegando... Com os 49 por cento aprovados pelo Congresso, vai ficar mais atrativo. Seria um IPO no Brasil, provavelmente em 2011 ou 2012", comentou.

No último dia 25, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o projeto de lei que aumenta o limite máximo de presença de capital externo nas companhias aéreas brasileiras.

O foco da Azul continuará sendo voos no mercado interno, mas a possibilidade de voar para o exterior não pode ser descartada em caso de entrada de um novo sócio de peso durante o processo de IPO, observou Janot.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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