Neoway/ Divulgação
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B3 negocia a compra da Neoway Tecnologia em acordo de até R$ 2 bilhões

Companhia catarinense, fundada em 2002, atua em setores como inteligência artificial e análise de dados; aquisição é tentativa da Bolsa brasileira de expandir sua atuação

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2021 | 17h19

A Bolsa brasileira está prestes a fechar a aquisição da Neoway Tecnologia, especializada em análise e compilação de dados para negócios, além de atuar também na área de inteligência artificial. Nesta quinta-feira, 14, a B3 informou ao mercado sobre as conversas.  A operação deve ser anunciada na próxima semana, movimentando entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões, conforme apurou o Estadão/Broadcast.

A Neoway é uma empresa catarinense, fundada em 2002. É a maior no segmento de análise de big data e inteligência artificial para negócios da América Latina. A B3, por sua vez, como uma das maiores bolsas do mundo e dona da maior plataforma de registros e custódia do País, deverá explorar a oferta de novos produtos não só nos segmentos de negócios em que já atua, mas a possiblidade de lançar outras novidades.

Por exemplo, a B3 tem uma plataforma de financiamento de veículos, por meio da qual já oferece aos clientes análises de perfil e risco dos tomadores dos créditos. Com a aquisição da Neoway, a B3 expande esse leque. “Vemos a aquisição potencial como qualitativamente positiva para a B3 – o que permitiria à empresa diversificar ainda mais seus fluxos de receita e reduzir a dependência das receitas de comercialização no futuro”, avaliam analistas do Bradesco BBI.

Apetite por tecnologia

Em julho, na mesma linha, ou seja, procurando trazer para casa funcionalidades e tecnologia de terceiros para ampliar o leque de produtos fora do segmento de negociação de títulos, a B3 fez um aporte de R$ 600 milhões na TFS Soluções em Software, subsidiária da Totvs, levando uma participação minoritária de 37,5% do capital social da empresa.

O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, vem sinalizando desde o fim do ano passado o interesse da bolsa em ampliar sua base de receitas e na exploração de dados, área que as bolsas internacionais já navegam e deriva de uma maior sofisticação do mercado.

A ideia é posicionar o negócio no concorrido mercado de serviços financeiros. "Como bolsa voltamos o olhar para prover módulos de serviços, disponibilizar nossa plataforma para outras infraestruturas", afirmou em conversa com o Estadão/Broadcast no meio do ano.

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