Bancários rejeitam proposta e podem entrar em greve na terça-feira

Fenaban ofereceu reajuste de 8%, com um ganho real de 0,56%, mas funcionários rejeitaram proposta

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

23 de setembro de 2011 | 19h01

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) rejeitou a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial para a categoria em reunião realizada nesta sexta-feira, 23. A Fenaban ofereceu 8%, com um ganho real de 0,56%. A proposta anterior, que já havia sido rejeitada pelos bancários, era de 7,8%. O presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, disse que, com a rejeição, a categoria deve iniciar uma greve na próxima terça-feira (27). Os sindicatos devem se reunir com os trabalhadores um dia antes (26) para a deliberação.

"As alterações feitas pela Fenaban acabaram frustrando nossas expectativas", disse o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro. Segundo ele, os pisos pagos pelos bancos no Brasil chegam a ser menores que na Argentina. "Por quê o Brasil tem que ter um piso inferior ao da América Latina se a maior parte do lucro dos bancos vem daqui?", questionou. "Esta é a quinta rodada de negociações e até agora as propostas não avançaram nada, nem em termos salariais, nem em relação a benefícios empregatícios e de saúde."

De acordo com Cordeiro, a Fenaban alega que os custos de um reajuste de 12,8% (inflação mais aumento real de 5%, pedido pela Contraf-CUT) seriam muito elevados. "O lucro dos seis maiores bancos cresceu 24% em média nos últimos dois anos e os gastos com custos subiram em média 7%. Não tem justificativa."

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