Banco Central da Inglaterra está pronto para injetar mais estímulo na economia

Após a ata da reunião de política monetária, o Banco Central da Inglaterra mostra que vai ampliar compra de títulos, com o objetivo de estimular a economia

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

20 de junho de 2012 | 09h40

LONDRES - O Banco Central da Inglaterra (BoE) parece pronto para injetar mais estímulo na economia do país, após a ata da reunião de política monetária do Banco Central da Inglaterra (BoE) de junho revelar que o presidente da autoridade monetária, Mervyn King, foi derrotado por uma margem estreita em uma votação sobre o lançamento de novas compras de títulos.

O Comitê de Política Monetária do BOE votou no início do mês para manter a taxa de juros inalterada em uma mínima recorde de 0,5% e o tamanho do programa de compras de título em 325 bilhões de libras (US$ 511 bilhões).

A ata das deliberações do comitê, divulgada hoje, mostra que dos nove membros, cinco votaram contra e quatro a favor de estímulo extra, com King no lado da minoria.

No entanto, a perspectiva de uma nova rodada de estímulo, ou relaxamento quantitativo, tem se intensificado, visto que a ata mostra que quase todos os membros do comitê pensam que uma nova ação poderá ser necessária em breve. Economistas disseram que o BoE pode agir dentro de semanas.

"Uma nova QE (relaxamento quantitativo) deverá ocorrer em julho, com novos aumentos sendo mais que uma possibilidade clara", disseram economistas do Royal Bank of Scotland. Eles esperam que o comitê aprove outros 50 bilhões de libras em compras de títulos no próximo mês.

Segundo a ata, a comissão concluiu que os riscos para o Reino Unido e para a atividade global provenientes da crise financeira e as tensões políticas dentro da zona do euro se intensificaram. Os membros do comitê julgaram que o risco de a taxa anual de inflação no Reino Unido superar a meta de 2% em um período de dois anos tinha diminuído e que as perspectivas para a economia britânica enfraqueceram. A inflação anual desacelerou para 2,8% em maio, de 3% em abril, mostraram dados oficiais na terça-feira.

King e os membros do comitê David Miles e Adam Posen votaram para aumentar o tamanho do programa de compras de ativos do BOE em 50 bilhões de libras, para 375 bilhões de libras. O diretor-executivo para mercado Paul Fisher votou por um aumento menor, de 25 bilhões de libras.

Os vice-presidentes do BoE Charles Bean e Paul Tucker votaram por manter o tamanho do programa inalterado, assim como o economista-chefe Spencer Dale e os membros do comitê Ben Broadbent e Martin Weale.

A maioria achou melhor esperar por mais evidências de recuo da inflação e como os desdobramentos das eleições na Grécia e na França - que poderiam "materialmente" afetar as perspectivas econômicas.

A libra atingiu uma mínima intraday ante o dólar, de US$ 1,5654, e também teve forte queda em relação ao euro após a divulgação da ata. As informações são da Dow Jones.

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