Banco Central Europeu mantém taxa básica de juros em 0,5% ao ano

Desta forma, o BCE manteve os custos de empréstimos na mínima histórica pelo quarto mês consecutivo, desde o corte de 25 pontos-base anunciado em maio 

Sergio Caldas, Álvaro Campos e Danielle Chaves, da Agência Estado,

05 de setembro de 2013 | 11h11

FRANKFURT - O Banco Central Europeu (BCE) manteve hoje sua taxa básica de juros em 0,50%, conforme previsto por todos os 11 analistas pesquisados pela Market News International. Desta forma, o BCE manteve os custos de empréstimos na mínima histórica pelo quarto mês consecutivo, desde o corte de 25 pontos-base anunciado em maio.

O BCE também deixou inalteradas a sua taxa de depósito - que define o piso para as taxas de juros no mercado monetário do euro - em 0%, e a de empréstimos marginais - que define o teto - em 1%. Isso mantém a diferença entre as taxas em 100 pontos-base. Em algum ponto, segundo analistas, o banco central pode restaurar esse corredor para os 200 pontos-base em que ele se encontrava até outubro de 2008, mas isso não deve ser uma prioridade por enquanto.

Como de costume, a atenção dos investidores deverá se voltar para a coletiva de Mario Draghi, presidente do BCE, a partir das 9h30 (de Brasília). A próxima reunião do BCE está marcada para o dia 2 de outubro.

Os países da zona do euro precisam dar prosseguimento às agendas de reforma para reduzirem mais os desequilíbrios e impulsionarem a competitividade, afirmou o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, em seu discurso após a decisão de manter a taxa básica de juros em 0,5%.

"Com relação às políticas fiscais, os governos não devem diminuir os esforços para reduzir os déficits e colocar as proporções de dívida em um caminho de baixa", disse Draghi. Em termos de políticas econômicas, prosseguiu, reformas para aumentar a competitividade vão facilitar a criação de novos negócios, sustentar o setor de bens comercializáveis e ampliar a criação de empregos.

"As altas taxas de desemprego exigem reformas estruturais decisivas para reduzir a rigidez nos mercados de trabalho e aumentar a demanda por mão de obra", finalizou o presidente do BCE.

PIB e inflação

O BCE elevou levemente suas projeções para o crescimento do PIB da zona do euro este ano, revisando para cima também sua estimativa de inflação. Enquanto isso, a expectativa de expansão da economia em 2014 foi cortada, sendo que a previsão de inflação no ano que vem ficou estável.

O presidente do BCE, Mario Dragui, afirmou que a equipe da instituição prevê uma retração de 0,4% no PIB deste ano e um crescimento de 1,0% em 2014. Ante as projeções de junho, a previsão para este ano foi revisada para cima em 0,2 ponto porcentual, enquanto a estimativa para o próximo ano foi cortada em 0,1 ponto porcentual.

Em relação à inflação, o BCE elevou a projeção para 2013 de 1,4% para 1,5% e manteve a previsão para o próximo ano inalterada em 1,3%. A meta de inflação na zona do euro é definida como "próxima, mas abaixo de 2%". Segundo Draghi, as expectativas de inflação estão firmemente ancoradas, devido a "generalizada fragilidade da economia" e desdobramentos nos preços de energia.

Os riscos para a inflação estão amplamente balanceados no médio prazo. Os riscos de alta estão relacionados com aumentos nos preços das commodities e elevações acima do esperado em preços administrados e impostos indiretos. Já os riscos de baixa vêm de uma recuperação econômica mais fraca que o esperado.

Fontes: Market News International.

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