Banco Central projeta expansão de 14% para o crédito em 2013

Projeção mostra a continuidade do arrefecimento da taxa de expansão, que foi de 21% em 2010, 19% em 2011 e deve ficar em 16% em 2012 

Eduardo Rodrigues e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2012 | 11h44

BRASÍLIA - O crescimento do crédito total em 2013 deve ser de 14%, segundo as estimativas do Banco Central divulgadas há pouco pelo chefe do departamento econômica da instituição, Túlio Maciel. Segundo ele, isso mostra a continuidade do arrefecimento da taxa de expansão, que foi de 21% em 2010, 19% em 2011 e deve ficar em 16% em 2012. "O crédito se expande acima do PIB, de forma sustentada junto com a renda, mas moderando em relação ao crescimento de anos anteriores. Isso é natural, até mesmo porque a base de comparação vai aumentando", avaliou.

A projeção do BC para a expansão do crédito livre em 2013 é de 13%, contra 14% este ano. Para o crédito direcionado, a estimativa de crescimento no próximo ano é de 16%, ante 20% em 2012. A relação crédito/PIB deve subir de 53% para 55% ao fim de 2013.

As projeções apresentadas por Maciel também mostram que os bancos públicos devem continuar liderando a expansão do crédito no País, com crescimento de 18% em 2013. Já as instituições privadas nacionais devem expandir suas carteiras em 10%, enquanto as privadas estrangeiras devem crescer 12%.

Dezembro

O saldo de concessões no crédito livre até o dia 7 de dezembro cresceu 1% em relação aos primeiros cinco dias úteis de novembro, disse o chefe do departamento econômico do Banco Central. Para pessoas físicas, o saldo subiu 0,2%, enquanto para as jurídicas a alta foi de 1,7%. A média diária de concessões cresceu 5,4% na mesma comparação, com crescimento de 14,6% para as empresas. Já para os consumidores, a média diária caiu 6,3%, o que segundo Maciel é um efeito normal em dezembro.

A taxa média de juros se manteve estável até o dia 7, mas com aumento de 0,9% para pessoas físicas e queda de 0,7% para pessoas jurídicas. Da mesma forma, os spreads bancários cresceram ligeiramente em 0,1 ponto porcentual no período, com aumento de 1 p.p. para as famílias e queda de 0,7 p.p. para as empresas. "A alta de juros para pessoas físicas no início do mês tem sido um padrão, que nem sempre se confirma no fechamento do período", concluiu Maciel.

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