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Banco chileno confirma que negocia venda parcial ao BB

Em comunicado enviado ao mercado, a direção do banco informou que mantém 'conversas informais e preliminares' com os brasileiros

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

29 de setembro de 2010 | 20h02

O banco chileno CorpBanca confirmou nesta quarta-feira, 29, que negocia a venda de parte da companhia para o Banco do Brasil (BB). Em comunicado enviado ao mercado, a direção do banco informou que mantém "conversas informais e preliminares" com os brasileiros. A negociação entre as duas casas foi antecipada hoje pelo jornal O Estado de São Paulo.

Com a confirmação da notícia, as ações da instituição chilena inverteram a trajetória das últimas semanas e caíram 4,44% na Bolsa de Santiago. A explicação para a queda seria o fato de que as negociações ainda estão em fase preliminar. Mas não é descartada a hipótese de realização de lucros, após a valorização de mais de 20% neste mês.

Distribuído no início da tarde, o comunicado do banco chileno diz que as conversas com o BB envolvem fatia de "não mais de 10%" do capital da instituição. O plano inicial prevê que a entrada dos brasileiros no CorpBanca deverá ocorrer por aumento de capital - com o lançamento de novas ações - e não com a venda de papéis existentes. Essa é considerada a forma mais adequada para o ingresso de um novo sócio sem que a família de Alvaro Saieh, o principal acionista do banco, perca o controle da instituição.

A compra de apenas parte do capital sempre foi o plano original dos brasileiros. Na diretoria do BB, fontes explicam que o mercado chileno é muito mais "maduro e desenvolvido" que outros países da região, o que torna o preço dos ativos muito maior se comparado ao dos mercados vizinhos. Por isso, a opção foi ingressar via parceria, e não com a compra de um banco como na Argentina - onde o BB comprou o controle do Banco Patagônia.

O comunicado distribuído pelo CorpBanca esclarece que, por enquanto, não existe acordo formalizado entre a direção da instituição e o BB. "Até esta data não existe nenhum acordo fechado com a instituição brasileira, muito menos documentos sobre este respeito, nem entrega de informação que não seja pública", cita o fato relevante do banco chileno. No texto, os chilenos lembram que qualquer acordo para venda de parte do seu capital depende da aprovação das autoridades do Chile.

O CorpBanca é a quinta maior instituição financeira no Chile em ativos e tem, atualmente, 7,3% dos empréstimos e 8,4% dos depósitos daquele mercado. O banco conta com 110 agências e pontos de atendimento.

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