Banco do Brasil lucra R$ 2,557 bilhões no 1º trimestre

O lucro veio 8,7% abaixo das expectativas de analistas do mercado, mas 2,2% acima do registrado em igual período de 2012 

Aline Bronzati, da Agência Estado, Agencia Estado

15 de maio de 2013 | 07h33

O Banco do Brasil anunciou lucro líquido de R$ 2,557 bilhões nos três primeiros meses deste ano, montante 2,2% superior ao registrado em igual intervalo de 2012. Na comparação com o quarto trimestre, foi registrada queda de 35,54%. No conceito ajustado, o lucro líquido do BB foi a R$ 2,685 bilhões no primeiro trimestre, declínio de 0,7% em um ano e de 15,6% em relação ao resultado de dezembro.

O lucro líquido do Banco do Brasil no primeiro trimestre veio 8,7% abaixo das expectativas de analistas do mercado. A média das cinco casas consultadas pelo Broadcast (BES Securities, Deutsche Bank, Grupo Bursátil Mexicano (GBM), Goldman Sachs e outra que prefere não ser identificada) apontava para um lucro líquido contábil de R$ 2,8 bilhões nos três primeiros meses de 2013.

Crédito

A carteira de crédito ampliada do banco encerrou março em R$ 592,709 bilhões, elevação de 2,1% ante dezembro e de 25,6% em 12 meses. A participação do BB no mercado doméstico de crédito atingiu 20,4% em março, maior que a fatia de março (19,1%) e de dezembro (20,3%).

Os empréstimos destinados à pessoa física totalizaram R$ 156,3 bilhões ao final de março, aumento de 18,7% em doze meses e de 2,8% sobre dezembro, respondendo por 26,4% da carteira de crédito do banco. Já os recursos destinados às pessoas jurídicas foram a R$ 280,5 bilhões, com alta de 32,7% e 2,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,3% da carteira de crédito total do banco.

Os ativos totais do Banco do Brasil chegaram a R$ 1,179 trilhão ao final dos três primeiros meses de 2013, expansão de 16,8% em um ano. O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (ROAE) do banco ficou em 16,5% ao final de março, queda de 1,6 ponto porcentual ante o indicador visto no mesmo intervalo de 2012, de 18,1%. No critério ajustado, o retorno foi de 17,4%, queda de 2,3 pontos porcentuais. O BB encerrou o primeiro trimestre com patrimônio líquido médio de R$ 62,121 bilhões, cifra 1,5% maior do que a registrada no mesmo período do ano passado.

A carteira de crédito imobiliário do Banco do Brasil encerrou março com saldo de R$ 14,3 bilhões, cifra 11,6% superior a registrada em dezembro. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, a expansão foi ainda mais elevada, de 66,3%.

Inadimplência

A inadimplência do Banco do Brasil, considerando atrasos acima de 90 dias, encerrou março em 2%, com leve melhora de 0,05 ponto porcentual ante dezembro. Em um ano, a queda foi um pouco superior, de 0,22 p.p.

Excluindo as operações do banco Votorantim, a inadimplência acima de 90 dias do BB seria de 1,74%. "O patamar é bem inferior ao verificado no Sistema Financeiro Nacional (SFN) que atingiu 3,6% no mesmo período", destaca o BB, no relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

As despesas com provisões para devedores duvidosos (PDDs) totalizaram R$ 3,278 bilhões nos três primeiros meses de 2013, queda de 9,8% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, o declínio foi de 8,3%.

O saldo das provisões do BB encerrou o trimestre em R$ 21,4 bilhões, proporcionando uma cobertura de 199,7% das operações vencidas há mais de 90 dias. "Este porcentual é superior ao do SNF (146,2%)", atenta o BB.

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