Banco do Brasil lucra R$ 2,7 bi no 3º trimestre e revisa projeções

Após queda de 0,9% no lucro, BB diz que a carteira ampliada de crédito para pessoa física deve avançar de 14% a 18% e não mais de 16% a 20% 

Aline Bronzati, da Agência Estado,

12 de novembro de 2013 | 08h01

O Banco do Brasil anunciou, nesta terça-feira, 12, lucro líquido de R$ 2,704 bilhões no terceiro trimestre do ano, resultado 0,9% menor do que o registrado em igual intervalo de 2012, de R$ 2,728 bilhões. No conceito ajustado, o lucro ficou em R$ 2,610 bilhões, queda de 1,8% em um ano e de 0,9% ante o segundo trimestre. A cifra apresentada pelo BB no terceiro trimestre é 1,8% menor do que a registrada em um ano, de R$ 2,657 bilhões. As receitas com tarifas somaram R$ 5,8 bi no trimestre, uma queda de 1,7% em relação ao mesmo trimestre em 2012.  

O lucro líquido ajustado está em linha com a projeção de analistas do mercado. A média de 12 casas consultadas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, (Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, BTG Pactual, Citibank, Credit Suisse, Deutsche Bank, Grupo Bursátil Mexicano (GBM), Goldman Sachs, HSBC, JPMorgan, Safra e UBS) apontava para lucro líquido recorrente de R$ 2,534 bilhões no período. 

A carteira de crédito ampliada do banco encerrou setembro em R$ 652,294 bilhões, crescimento de 22,5% ante junho e de 2,1% em 12 meses. Os destaques do período, conforme relatório do banco que acompanha suas demonstrações financeiras, foram as carteiras de crédito às empresas e ao agronegócio, que registraram avanço em 12 meses de 24,7% e 32,2%, respectivamente. O BB reduziu sua participação em crédito no sistema financeiro nacional no terceiro trimestre deste ano, com a sua fatia recuando de 20,8% em junho para 20,7% em setembro.

Os empréstimos destinados à pessoa física somaram R$ 163,983 bilhões no terceiro trimestre, avanço de 14,1% em doze meses e de 1,5% sobre junho, respondendo por 25,1% da carteira de crédito do banco. Já os recursos destinados às pessoas jurídicas atingiram R$ 307,3 bilhões, com expansão de 24,7% e 2,4%, respectivamente. Esse segmento responde por 47,1% da carteira de crédito total do BB.

Ativos

Os ativos do Banco do Brasil alcançaram R$ 1,259 trilhão ao final de setembro, cifra 14,0% maior do que a registrada em um ano, de R$ 1,104 trilhão, favorecido, principalmente, pela expansão da carteira de crédito.

O retorno sobre o patrimônio líquido anualizado (RSPL) no conceito ajustado do BB ficou em 15,7% ao final de setembro ante 18,1% registrado em 12 meses. O banco também divulgou retorno de 16,3% contra 18,6% em um ano. O BB encerrou o terceiro trimestre com patrimônio líquido médio de R$ 65,924 bilhões. O montante é 5,3% maior do que o registrado no mesmo período de 2012, de R$ 62,614 bilhões.

Revisão

O Banco do Brasil revisou parte de suas projeções de desempenho (guidance) para 2013. Foram alteradas, conforme relatório que acompanha as demonstrações financeiras, suas expectativas para margem financeira bruta, carteira de crédito ampliada para pessoa física, empréstimos para o agronegócio e despesas com provisões para devedores duvidosos (PLCD).

As projeções para retorno, carteira de crédito, captações comerciais, empréstimos para pessoa jurídica, rendas de tarifas e despesas administrativas foram mantidas.

A carteira ampliada de crédito para pessoa física deve avançar de 14% a 18% e não mais de 16% a 20% como previsto anteriormente. É a segunda vez que o BB revisa esta projeção. No segundo trimestre o banco havia baixado a estimativa inicial, que era de 18% a 22%. A justificativa do BB para uma nova revisão para baixo é uma "menor demanda por parte dos clientes, principalmente, nas linhas de empréstimo pessoal. O crescimento visto no acumulado deste ano até setembro foi de 14,1%.

Em contrapartida o Banco do Brasil revisou para cima o crescimento esperado para os empréstimos ao agronegócio. Devem crescer de 24% a 28% este ano e não mais de 22% a 26%. Esta projeção também já havia sido alterada no segundo trimestre, mas, neste caso, para cima. A expectativa inicial era de avanço da carteira do agronegócio de 13% a 17% este ano. De janeiro a setembro ante um ano o aumento visto foi de 32,2%. O segundo aumento consecutivo é explicado, segundo o BB, pela elevada demanda, notadamente nas linhas de investimento, agroindústria e antecipação dos recursos para safra agrícola.

A projeção para a margem financeira bruta do BB em 2013 sofreu um novo corte. Depois de revisá-la de um intervalo de crescimento 7% a 10% para 4% e 7% no segundo trimestre, o banco agora espera que a expansão fique entre 2% e 5%. No acumulado do ano até setembro, o indicador avançou 2,3%.

"O desempenho foi impactado, principalmente, pelo crescimento da carteira de crédito em linhas de menor risco e pelo aumento do custo de captação em virtude da elevação do CDI/TMS", explica o BB, em relatório.

O BB promoveu leve redução na projeção para o indicador de PCLD (gastos acumulados em 12 meses divididos pela carteira de crédito). A instituição espera que fique entre 2,7% e 3,0% neste ano ante índice de 2,7% e 3,1%. Esta expectativa já havia sido revisada para baixo no trimestre anterior. A expectativa inicial do BB, divulgada no início deste ano era que de que o indicador de PCLD ficasse entre 3,0% a 3,4%. Até setembro, ficou em 2,8%.

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