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Banco do Brasil lucra R$ 3 bilhões no 2º trimestre, alta de 1,3%

No primeiro semestre, lucro líquido ajustado somou R$ 6 bi, aumento de 11,5% em um ano; BB mantém a liderança em crédito e ativos

Aline Bronzati, O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 07h43

Atualizado às 10h50

SÃO PAULO - O Banco do Brasil encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto do País no segundo trimestre, ao anunciar lucro líquido ajustado de R$ 3,04 bilhões no período, expansão de 1,3% em 12 meses, quando ficou em R$ 3,002 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 3,025 bilhões, o montante foi 0,5% superior.

Já o lucro líquido, considerando eventos extraordinários, somou R$ 3,008 bilhões de abril a junho, com alta de 6,3% ante igual intervalo de 2014. No comparativo trimestral, houve queda de 48,3%, já que o resultado anterior havia sido influenciado pela joint venture com a Cielo.

O presidente do Banco do Brasil, Alexandre Abreu, classificou o segundo trimestre como desafiador. "Mantivemos resultado recorrente crescente, consistente, com aspectos positivos como crescimento da margem financeira bruta e do nosso índice de eficiência, positivos", disse.

No primeiro semestre, o lucro líquido ajustado do BB foi a R$ 6,065 bilhões, aumento de 11,5% em um ano. Com eventos extraordinários, ficou em R$ 8,826 bilhões, alta de 60,3%, na mesma base de comparação. "O resultado do primeiro semestre foi impactado pela receita gerada pelo acordo de associação celebrado entre o BB Elo Cartões e a Cielo no ramo de meios eletrônicos de pagamento que gerou impacto de R$ 3,212 bilhões no Lucro Líquido do período", reforça o BB, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Abreu também citou o comportamento da inadimplência, que seguiu praticamente estável no segundo trimestre. "Isso é bastante importante", disse. Depois da piora no primeiro trimestre, o banco conseguiu melhorar sua inadimplência nos três meses subsequentes, na contramão dos pares privados. O indicador, que considera atrasos acima de 90 dias, foi a 2,04% ao final de junho, ante 2,05% em março. Em um ano, quando estava em 1,99%, foi vista piora de 0,05 p.p.

Já as despesas com provisões para devedores duvidosos somaram R$ 5,5 bilhões de abril a junho, montante 7,8% menor que nos três meses anteriores. No comparativo anual, no entanto, houve aumento de 21%.

Crédito. O presidente do BB lembrou ainda que, diante de um semestre com retração do crédito no mercado, o banco conseguiu manter sua participação estável, com crescimento em linhas mais rentáveis, com o consignado (com desconto em folha) e que fidelizam o cliente, como o financiamento imobiliário. A fatia ficou em 20,8%.

A carteira de crédito ampliada do BB, que considera títulos privados e garantias, encerrou junho em R$ 776,799 bilhões, leve recuo de 0,01% contra março. Em um ano, houve aumento de 8,0%. Abreu reafirmou que o banco quer abrir mais 100 agências digitais até o fim deste ano, propiciando atendimento estendido aos clientes. 

Ativos. Líder em ativos entre as empresas do setor financeiro da América Latina, o Banco do Brasil alcançou R$ 1,534 trilhão em ativos totais ao término do segundo trimestre, cifra 9,5% superior à vista em 12 meses. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, houve incremento de 0,7%. O crescimento foi favorecido, principalmente, pela expansão das aplicações interfinanceiras de liquidez e carteira de crédito. 

Já o patrimônio líquido do BB foi a R$ 82,643 bilhões no segundo trimestre, elevação de 15,1% em um ano. Na comparação trimestral, houve recuo de 1,1%.

O retorno sobre o patrimônio líquido médio ajustado, por sua vez, foi a 14,2% em junho contra 14,5% em março. Em um ano, estava em 17,1%. Considerando eventos extraordinários, o retorno foi de 14,1% ante 29,3% e 16,1%, respectivamente.

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