Banco do Japão pretende comprar unidade da GE Capital na China

Instituição aguarda permissão da Comissão Regulatória Bancária chinesa para prosseguir com a operação; valor ainda é desconhecido

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

18 de outubro de 2011 | 17h41

O Nomura Holdings, maior banco de investimentos do Japão, pretende adquirir uma das unidades da GE Capital na China, de acordo com uma fonte próxima ao assunto ouvida pelo Wall Street Journal. A instituição ainda está aguardando o sinal verde da Comissão Regulatória Bancária chinesa para prosseguir com a operação, cujo valor ainda é desconhecido.

Há um bom tempo os bancos estrangeiros veem na China uma oportunidade para crescer por causa das expectativas de rápida expansão dos mercados financeiros e da economia do país. Analistas do Goldman Sachs estimaram que o volume total de capitalização do mercado de ações chinês deve superar o dos EUA até 2030.

Muitos bancos estrangeiros ampliaram suas operações na China recentemente, mas a competição interna e a regulação chinesa limitaram a capacidade dessas instituições para conquistar espaço no mercado. No final de 2010, os bancos estrangeiros correspondiam a apenas 2% do sistema bancário da China.

A proposta do Nomura pela unidade da GE Capital faz parte de um esforço de expansão da franquia na Ásia. Uma das fontes disse que o banco japonês está solicitando licenças bancárias na região da Ásia e do Pacífico e procurando parcerias na China para o mercado de títulos. Concorrentes como o UBS e o Goldman Sachs já operam joint ventures relacionadas a bônus no país.

O Nomura iniciou operações na China continental em 1982. O banco possui dois escritórios de representação, um em Pequim e outro em Xangai. Em julho, o Nomura Asset Management, uma unidade do Nomura, anunciou que também abriu um escritório semelhante em Xangai. Esses escritórios servem como base para contatos com clientes chineses e com os reguladores locais.

Se o Nomura conseguir autorização para comprar a GE Capital Finance China, entrará com um pedido para transformar a empresa num banco. Caso consiga, então pedirá autorização para operar em mercados como o de câmbio. O banco também pretende fazer empréstimos para empresas e receber depósitos de clientes institucionais.

As informações são da Dow Jones.

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