Banco espanhol pedirá ajuda de € 2,8 bilhões ao governo

Caja de Ahorros del Mediterraneo (CAM) é um dos bancos mais problemáticos da Espanha e o 10º maior fornecedor de crédito do país

Danielle Chaves, da Agência Estado,

27 de abril de 2011 | 11h43

O espanhol Caja de Ahorros del Mediterraneo (CAM) informou que vai pedir 2,8 bilhões de euros (US$ 4,1 bilhões) em ajuda do governo da Espanha e disse que poderá permanecer independente, apesar das recentes tentativas de encontrar um comprador. A instituição afirmou que o plano de financiamento "confirma que o CAM é viável como uma entidade independente".

Um dos bancos de poupança mais problemáticos da Espanha e o 10º maior fornecedor de crédito do país, o CAM disse em um documento regulatório que, de acordo com um plano aprovado pelo seu conselho hoje, os recursos fornecidos pelo estatal Fundo de Reestruturação Ordenada dos Bancos (FROB) serão suficientes para elevar sua proporção de capital principal para mais de 10%, como exigido pelo governo.

O plano, que precisa ser aprovado pelo Banco da Espanha, surge após semanas de negociações de fusão que não chegaram a um resultado para o banco, um dos mais prejudicados pelo estouro da bolha imobiliária da Espanha entre 2008 e 2009. O CAM estava negociando uma fusão com os concorrentes menores Cajastur, Caja Cantábria e Caja Extremadura para formar o Banco Base, mas eles demonstraram preocupação com a exposição do CAM ao setor imobiliário e com sua solvência e abandonaram as conversas no fim de março.

No começo deste mês, o Wall Street Journal afirmou que órgãos reguladores da Espanha estariam pressionando o Banco Santander e outros grandes bancos espanhóis a participarem da limpeza do setor financeiro do país assumindo uma parte do CAM. As informações são da Dow Jones.

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