Inter/Divulgação
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Banco Inter desiste de plano para listar ações em Nova York

Empresa decidiu que não vai prosseguir com a listagem na Nasdaq após avaliar que os pedidos de resgate pelos acionistas atuais poderiam ultrapassar R$ 2 bilhões

Altamiro Silva Junior e Matheus Piovesana, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2021 | 20h26
Atualizado 02 de dezembro de 2021 | 21h15

O plano do Banco Inter de listar ações na Nasdaq, em Nova York, foi suspenso. O banco digital anunciou na noite desta quinta-feira, 2, que os pedidos de resgate dos acionistas que não quiseram receber ações da Inter Plataform, a empresa que seria listada na bolsa americana, superaram R$ 2 bilhões, valor máximo que o banco tinha conseguido de crédito para recomprar as ações. 

O prazo para resgate das ações terminou hoje. O preço do papel foi fixado pelo banco digital, controlado pela família Menin, em R$ 45,84.

Como a ação despencou nas últimas semanas, seguindo um movimento de correção nos preços dos papéis de fintechs pelo mundo, o papel caiu para a faixa de R$ 32. Ou seja, ficou evidente nos últimos dias que todos os acionistas iam optar pelo resgate a um preço maior.

Superando o limite de R$ 2 bilhões, o conselho do banco tinha a opção de não aprovar os resgates, que é o que foi anunciado na noite desta quinta-feira.

"A reorganização societária não será implementada", afirma comunicado do banco, que não detalha os próximos passos. 

Ações caíram 63% desde julho

Após um pico no final de julho, as ações do Inter derretaram 61% na B3, e fecharam ontem negociadas a R$ 32,99. A queda está diretamente relacionada à alta dos juros no País, que reduz as chances para que empresas como o banco digital captem recursos através do mercado de capitais.

Com a migração para Nova York, o Inter esperava encontrar investidores dispostos a pagar mais caro por seus papéis, em linha com o que empresas como XP e Stone fizeram em anos recentes.

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