Banco Mercedes-Benz tem expansão de 53% no 1º trimestre

O Banco Mercedes-Benz somou R$ 1,12 bilhão em novos negócios no primeiro trimestre de 2014, um avanço de 53% sobre o mesmo período do ano passado. A expansão de 62% no segmento de veículos comerciais, que registrou R$ 825 milhões em financiamentos no período, sustentou o resultado. Já o setor de automóveis registrou retração de 6%, mas sobre uma base de comparação pequena, passando de R$ 31 milhões para R$ 29 milhões, entre os três primeiros meses de 2014 e os de 2013.

MÁRIO BRAGA, Agencia Estado

24 de abril de 2014 | 17h53

Recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a renovação de frotas de caminhões e ônibus impulsionaram as principais atividades da instituição financeira e sustentaram os resultados positivos do banco nos três primeiros meses do ano. Em janeiro, por exemplo, a instituição registrou o maior volume mensal de concessão de crédito, superando em 32% o recorde anterior, de outubro do ano passado.

O diretor comercial do Banco Mercedes-Benz, Angel Martinez, reconheceu que o avanço veio acima do esperado. Na avaliação dele, a expansão dos negócios é decorrente de uma estratégia de prospecção de clientes iniciada no último trimestre de 2013 e de uma maior agilidade nos processos de concessão de crédito - desde a etapa de identificação de clientes até a análise e contratação. "Continuamos apostando em segmentos de logística, com a renovação das frotas, da construção pesada e de minérios", disse.

Outros segmentos, como o agrícola e o varejista, não apresentam um bom momento neste ano. A diversificação da base de clientes permitiu a expansão dos negócios da instituição, mesmo em meio à redução na demanda por ônibus e caminhões, de acordo com Martinez. "O mercado está desafiador. A demanda por crédito está inferior à do ano passado, principalmente em clientes de varejo e de pequenas frotas, o que é muito preocupante", avaliou Martinez.

A projeção de crescimento para 2014 é inferior a 10% e a meta do Banco Mercedes-Benz é de, pelo menos, manter uma carteira de ativos superior a R$ 10 bilhões. Em março, o número estava em R$ 10,2 bilhões. As projeções dependem do desempenho até o fim do primeiro semestre. "Tem indicadores preocupantes em alguns setores - transportadoras, por exemplo. Para nós, mesmo se o tamanho do bolo for menor neste ano, pretendemos manter o crescimento do banco", afirmou Martinez.

Caminhões e ônibus

O principal segmento financiado pelo Banco Mercedes-Benz é o de caminhões, que, isoladamente, foi o que mais contribuiu para o resultado do primeiro trimestre. Segundo a instituição, recursos liberados pelo BNDES na modalidade Finame auxiliaram na expansão de 74% do concessão de crédito para o segmento (de R$ 342 milhões no primeiro trimestre de 2013 para R$ 594 milhões no mesmo período de 2014). "O Programa de Sustentação do Investimento (PSI) é uma ferramenta importantíssima. Quando não tem (esse tipo de recurso), as vendas de caminhões e ônibus param", afirmou Martinez.

No País, o Banco Mercedes-Benz é o principal financiador das frotas de ônibus, segundo o diretor comercial. A renovação e ampliação de frotas de ônibus foram as principais responsáveis pelo incremento de 31% no segmento. (de R$ 160 milhões para R$ 210 milhões entre os dois períodos). Ele citou o exemplo da renovação, desde o final de 2012, de toda a frota do transporte público de Brasília, onde quatro dos cinco operadores do sistema são clientes do banco.

Automóveis e vans

De acordo com Martinez, o banco investe há dois para aumentar a participação no mercado de automóveis e vans e diversificar a carteira de clientes. O início da recomposição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) afetou os financiamentos de carros, mas a retração de 6% de novos contratos no segmento não reflete o cenário da indústria, segundo o diretor comercial.

Para ele, o entrave envolvendo as exportações para a Argentina não tem interferido diretamente no segmento de automóveis de luxo que custam acima de R$ 100 mil. "A situação preocupa, sim, mas a indústria automobilística não acredita em um forte contágio a ponto de afetar a demanda", avaliou.

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