Bancos alemães podem rolar até US$10 bi da dívida grega, diz fonte

Governos da UE querem rolar quase € 30 bilhões da dívida grega com vencimento nos próximos anos, para tentar dividir com setor privado encargo de um novo pacote de auxílio

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

28 de junho de 2011 | 15h09

Os bancos da Alemanha concordaram em estudar a rolagem de aproximadamente US$ 10 bilhões da dívida soberana da Grécia se houver garantias de que as agências de classificação de risco não considerarão essa iniciativa um default grego, afirmou uma fonte de um governo europeu próxima ao assunto. Ela acrescentou que o acordo não é final e que ainda haverá mais discussões com as autoridades da Alemanha nos próximos dois dias.

Até o momento, o único plano que está em avaliação é uma proposta de instituições financeiras da França que também prevê a rolagem da dívida da Grécia por credores privados. Segundo a fonte, devem surgir mais detalhes sobre essa e outras propostas até domingo, quando os ministros de Finanças da zona do euro farão uma reunião. "Eles estão discutindo o plano da França e estão dispostos a estudá-lo se ele não caracterizar um default", disse a fonte.

Fontes do setor bancário da Alemanha disseram que as negociações sobre um plano de rolagem da dívida da Grécia estão em andamento e que algumas instituições querem mais detalhes sobre a proposta francesa.

Os governos da União Europeia querem rolar aproximadamente € 30 bilhões da dívida da Grécia com vencimento nos próximos anos, numa tentativa de dividir com o setor privado o encargo de um novo pacote de auxílio aos gregos. Qualquer plano nesse sentido, no entanto, deve ser cuidadosamente estruturado para evitar que as agências de classificação de risco anunciem um default do país.

Fontes ouvidas pelo Wall Street Journal disseram que o plano mais debatido até o momento foi a sugestão feita pelos bancos franceses. Segundo essa proposta, as instituições financeiras reinvestiriam, pelos próximos três anos, 50% dos rendimentos obtidos com o vencimento dos bônus da Grécia em títulos do próprio país com prazo de 30 anos. Outros 20% dos rendimentos seriam destinados a servir como garantia do pagamento dessa dívida, o que deve beneficiar os investidores se a economia da Grécia tiver um bom desempenho.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, apoiou o plano, afirmando que "ele cria um sistema que, sem dúvida, é interessante para todos os países". As informações são da Dow Jones.

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