Bancos dizem estudar aumento do juro em empréstimos

Segundo dados preliminares do BC, juro de financiamento para pessoa física já subiu, de 41% em março para 42,2% em abril

Yolanda Fordelone, do Economia & Negócios,

29 de abril de 2010 | 16h11

Ao que tudo indica, o movimento de queda do juro nos empréstimos visto pelos consumidores nos últimos meses, quando a taxa básica de juros da economia (Selic) estava em baixa, tende a se reverter. Após a alta do juro anunciada na noite desta quarta-feira, para 9,5% ao ano, os principais bancos do sistema financeiro brasileiro dizem estar em andamento com estudos para avaliar se é necessário ou não aumentar a taxa cobrada no crédito a pessoa física.

O Banco do Brasil informa estar estudando a questão, mas por enquanto não há nada definido. Segundo a assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal (CEF), o banco estuda o impacto da alta da Selic nos financiamentos para avaliar se haverá alteração no juro. O Bradesco limita-se a informar que não há nada definido, mas não diz se estudará a mudança na taxa cobrada.

Há cerca de um ano, o mercado observou a queda nas taxas de juros dos principais bancos. O Banco do Brasil, por exemplo, diminuiu a taxa para 6,19% e disse, na época, que com a medida esperava aquecer a economia.

Apenas um dia depois do anúncio da primeira alta do juro básico em 19 meses, o cenário não é animador para quem irá contrair um empréstimo. O Banco Central informou no fim da manhã que antes mesmo do início do movimento de aperto monetário o juro do empréstimo já havia subido.

A taxa média dos empréstimos subiu de 34,2% em março para 35% em abril, conforme levantamento preliminar com dados até o dia 15. Este aumento foi liderado pelos empréstimos para pessoas físicas, cuja taxa média subiu de 41% para 42,2%. A alta reflete o movimento do mercado de juros futuros, que acompanha as previsões para o comportamento da taxa Selic

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