Bancos e vendas no varejo empurram ações nos EUA para baixo

Os principais índices acionários dos Estados Unidos caíram para o menor patamar em seis semanas nesta quarta-feira, abatidos por preocupações de perdas mais profundas nos bancos em todo o mundo. Dados apontando uma queda das vendas no varejo dos Estados Unidos maior que a esperada sinalizaram um recessão ainda maior e também pesaram sobre os mercados. Temores sobre o setor bancário ganharam força após um analista do Morgan Stanley prever que o HSBC, o maior banco da Europa, deve reduzir à metade seus dividendos e talvez precise de um aumento de capital para 30 bilhões de dólares, enquanto o alemão Deutsche Bank informou que perdeu mais de 6 bilhões de dólares no último trimestre. "Há uma série de terríveis incertezas sobre quão severo será o declínio da economia e quando será a segunda rodada de ativos desvalorizados", disse Lincoln Anderson, diretor e chefe de investimento do LPL Financial, em Boston. As vendas no varejo norte-americano caíram 2,7 por cento em dezembro, em meio à desaceleração econômica que fez consumidores voltarem a cortar gastos durante a temporada de compras do feriado. Gastos ao consumidor representa cerca de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, tornando-se o principal pilar dos lucros corporativos. O índice Dow Jones despencou 2,94 por cento, para 8.200 pontos; o Standard & Poor's 500 perdeu 3,35 por cento, a 842 pontos, e o termômetro tecnológico Nasdaq desabou 3,67 por cento, a 1.489 pontos. Papéis de energia também recuaram no pregão desta quarta-feira, conduzidos pela queda de 0,50 dólar nos preços do petróleo com o aumento dos estoques e um enfraquecimento da demanda dos EUA, os maiores consumidores de energia do mundo. As ações da Exxon Mobil e a Chevron estão entre as maiores perdas do dia, caindo 3,6 por cento e 3 por cento respectivamente.

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