Bancos públicos e mercado interno ampararam recuperação, diz Paulo Bernardo

Segundo ministro, fato de o País ter 3 grandes bancos estatais facilitou processo de retomada do crédito na economia

Ricardo Gozzi, da Agência Estado,

23 de março de 2010 | 14h43

O fato de o Brasil possuir três grandes bancos públicos facilitou a retomada do processo de crédito na economia do País, mas o mercado interno foi fundamental para a recuperação depois da eclosão da mais recente crise financeira internacional, afirmou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

 

"No Brasil estamos otimistas porque as medidas que o governo adotou quando sobreveio a crise, no fim de 2008, foram até muito parecidas com as tomadas por outros países, mas no Brasil funcionou muito bem", disse. "Temos três grandes bancos públicos no País. Isso facilitou a retomada do processo de crédito na nossa economia. Mas acho que, sobretudo, o que nos sustentou foi o mercado interno."

 

Segundo ele, o Brasil, nos últimos oito anos, teve um processo vigoroso de crescimento do mercado interno e isso foi decisivo. "Nós temos, calcula-se, 30 milhões de novos consumidores de 2003 pra cá. No ano passado, mesmo com a crise, tivemos a criação de 1 milhão de empregos formais. Este ano, mesmo com a crise, temos a previsão de criação de 2 milhões de empregos", argumentou o ministro.

 

China é mais importante do que Europa

 

A recuperação da China é mais importante no momento para a América Latina do que a situação na Europa, mais especificamente na Grécia. A opinião foi emitida nesta terça pelo ministro Paulo Bernardo durante um seminário promovido pela Corporação Andina de Fomento (CAF) em Cancún, México.

 

"Em algum grau, todos na região estão surpresos com o vigoroso processo de recuperação da China. Com a crise, acreditava-se que ela cresceria um pouco menos, mas o crescimento chinês é muito rápido e, do nosso ponto de vista, muito mais importante do que o que vem acontecendo na Europa neste momento", declarou. "Talvez metade dos países da região tenha na China, atualmente, o maior parceiro econômico", prosseguiu Bernardo.

 

Para o ministro, "hoje parece pouco provável que problemas como esse na Grécia sejam capazes de provocar algum dano específico na América Latina e no Caribe".

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