Banda larga em 4 mil municípios exigirá R$ 7 bi, diz Paulo Bernardo

O ministro reafirmou a disposição da presidente Dilma Rousseff de garantir recursos de até R$ 1 bilhão por ano para a Telebrás investir nessa frente

Karla Mendes, da Agência Estado,

28 de abril de 2011 | 13h19

O investimento necessário para implantar redes de fibras óticas e redistribuir o sinal para difusão da internet de alta velocidade nos mais de 4 mil municípios previstos no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) é de R$ 7 bilhões. A informação foi dada há pouco pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

O ministro reafirmou a disposição da presidente Dilma Rousseff, anunciada na semana passada, de garantir recursos de até R$ 1 bilhão por ano para a Telebrás investir nessa frente, em um montante que, ao longo de quatro anos, chegaria a R$ 4 bilhões. Bernardo não explicitou de onde viriam os R$ 3 bilhões restantes, mas deu a entender que ficaria a cargo do setor privado e dos "parceiros". "A banda larga é tarefa do governo e das empresas que atuam no setor", ressaltou.

Banda larga nas escolas

A presidente Dilma já está ciente do descumprimento, por parte de algumas empresas, das metas de implantar banda larga em todas as escolas públicas do País. "Vamos ter uma conversa séria com as empresas", afirmou Paulo Bernardo. Segundo o ministro, as informações foram levadas à presidente por meio de relatório preliminar da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Se precisar dar bronca, vai ter", alertou.

Ontem, o secretário-executivo do ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, disse ainda que a Anatel constatou que as concessionárias não cumpriram o acordo acertado nas metas de universalização vigentes de levar banda larga para cerca de 60 mil escolas públicas em todo o País em troca dos postos de serviços telefônicos. As empresas tinham de levar conexão com velocidade de 1 Mbps até 31 de dezembro de 2010 e aumentar para 2 Mbps a partir de 1º de janeiro de 2011, mas só CTBC e Sercomtel teriam cumprido 100% da obrigação. 

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