Bank of America pretende eliminar 16 mil empregos até o fim do ano

Com demissões, instituição perderá o título de maior empregador do setor bancário dos EUA

Danielle Chaves, da Agência Estado ,

20 de setembro de 2012 | 11h23

NOVA YORK - O Bank of America (BofA) está acelerando o plano de corte de gastos e determinou como meta eliminar 16 mil empregos até o fim do ano, o que vai tirar da empresa o título de maior empregador do setor bancário dos EUA. As reduções previstas, que foram detalhadas em um documento enviado à diretoria do banco, fazem parte de um esforço mais amplo para transformar o BofA em uma empresa mais enxuta e focada.

O plano foi desenhado para fazer a empresa assumir menos riscos, gerar mais receita além dos clientes atuais e usar uma operação de banco de investimento herdada do Merrill Lynch para se tornar um importante coordenador de operações em todo o mundo. O documento mostra que o banco reformulado terá menos agências e uma operação hipotecária menor.

O total de agências previsto para o fim do ano, de 260 mil, será o menor desde 2008 e provavelmente deixará o BofA com menos funcionários do que o JPMorgan Chase, o Citigroup e o Wells Fargo. O número final ainda pode mudar, dependendo do volume de negócios, segundo uma fonte. O banco estaria planejando fechar 200 filiais neste ano, além das 178 fechadas em 2011. O BofA é o segundo maior banco dos EUA em ativos, atrás do JPMorgan.

O executivo-chefe, Brian Moynihan, está tentando acelerar a transformação da empresa em um banco menor e mais eficiente, enquanto tenta convencer os investidores de que as despesas podem ser ajustadas para compensar a receita perdida com novas regulações, a economias instável e os mercados voláteis. Desde que se tornou CEO, em 2010, Moynihan tem se afastado da estratégia de expansão adotada por seus antecessores Hugh L. McColl Jr. e Kenneth D. Lewis.

Entre os negócios eliminados pelo atual CEO estão várias unidades de cartão de crédito internacionais, propriedades de private equity, uma unidade de seguros e fatias em bancos estrangeiros. Como resultado, os ativos totais do banco diminuíram 7%, para US$ 2,16 trilhões. As ações do BofA subiram 69% neste ano, mas acumulam queda de 37% desde que Moynihan assumiu o cargo. As informações são da Dow Jones.

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