Ricardo Chaves/RBS
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Banrisul quer abrir capital de operação de cartões

Banco estatal gaúcho tenta voltar à Bolsa após ter sido obrigado a desistir de oferta secundária em 2017

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

24 Março 2018 | 05h00

O Banrisul quer abrir o capital do Banrisul Cartões. O banco estatal do Rio Grande do Sul disse que a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) ainda está em estágio de estudos e que deve ser primária e secundária – ou seja, com recursos indo tanto para acionistas quanto para o caixa da empresa.

Segundo fato relevante, a abertura deve ocorrer no nível 1 da B3, ou seja, que permite a listagem de ações preferenciais.

Como parte desse processo, o banco gaúcho informou que seu conselho aprovou a convocação de Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) para redução do capital do Banrisul de R$ 4,750 bilhões para R$ 4,396 bilhões, sem o cancelamento de ações. Segundo a proposta, o porcentual de participação dos atuais acionistas no capital do banco ficará inalterado.

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Já a restituição aos acionistas do Banrisul decorrente da redução de capital se dará mediante a entrega de uma ação preferencial do Banrisul Cartões para cada duas ações do Banrisul, independentemente do tipo e classe das ações. Com isso, os atuais acionistas do Banrisul representarão 50% menos uma ação representativa do capital social total da Banrisul Cartões.

A conclusão da redução de capital será liquidada após a finalização do processo de registro do processo de companhia aberta e condicionada à aprovação do Banco Central.

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No entanto, caso o IPO do Banrisul Cartões não seja precificado até o dia 15 de dezembro a redução de capital será liquidada em dinheiro, e o processo de obtenção de registro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) continuará. 

Nesse cenário, os acionistas do Banrisul receberão o valor global de R$ 353,3 milhões em moeda corrente nacional, derivado do caixa próprio do Banrisul, em vez de ações preferenciais da Banrisul Cartões.

Tentativa de retorno. No fim do ano passado, o Banrisul tentou ir ao mercado, mas para um “follow on”. Nesse caso, tratava-se de oferta secundária, para o governo do Rio Grande do Sul vender parte de suas ações, de forma a fazer caixa ao governo, mas acabou desistindo dos planos.

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