Barreiras comerciais para etanol são injustificáveis, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula daSilva classificou nesta quarta-feira como "injustificáveis" asbarreiras tarifárias impostas aos biocombustíveis no comérciointernacional. "O comércio internacional de biocombustíveis ainda enfrentabarreiras injustificáveis, que prejudicam tanto produtoreseficientes quanto consumidores", afirmou o presidente, em umencontro de empresários brasileiros e suecos em Estocolmo. Lula lembrou que os custos de produção do etanol no Brasilcorrespondem à metade do valor gasto pelos europeus. Mas disseque as elevadas tarifas limitam as vendas brasileiras. As taxasimpostas pela União Européia ao álcool brasileiro, afirmou,podem chegar a 55 por cento. "Será impossível expandir significativamente o mercado parabiocombustíveis na União Européia enquanto persistirempolíticas protecionistas", disse ele. O presidente ainda acrescentou que não "será possíveleliminar os extremos de pobreza e de fome em muitos paísespobres sem rever práticas que distorcem o comérciointernacional, sobretudo em agricultura, em prejuízo de quem émais competitivo", avaliou, durante discurso. Na terça-feira, Lula afirmou que o Brasil e a Suéciapretendem estimular a União Européia a abolir taxas deimportação do etanol. O país europeu anunciou uma proposta de abolir umasobretaxa de importação do etanol brasileiro até 2009. Aeliminação da tarifa, de 0,75 a 1,50 dólar por litro, adotadaem 2006, depende da aprovação da Comissão Européia, disse umrepresentante do governo sueco. O presidente brasileiro também comentou sobre a necessidadede um esforço mútuo entre países desenvolvidos e as nações emdesenvolvimento para concretizar um acordo de livre-comércio emDoha. "Não podemos privilegiar a liberalização dos setores demaior interesse dos países altamente industrializados, comoaconteceu em rodadas anteriores", afirmou Lula. "É o momento deigualarmos as regras aplicáveis ao comércio de produtosagrícolas àquelas que incidem sobre o comércio de bensindustriais". (Por Gustavo Nicoletta, reportagem adicional de Adam Cox)

REUTERS

12 de setembro de 2007 | 16h31

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