Basf aposta na produção de óleo na Líbia; mantém previsão do ano

A Basf manteve a previsão de lucro operacional maior neste ano, acreditando que a retomada da produção de petróleo na Líbia vai ajudar a compensar a provável queda no negócio de produtos químicos, o principal.

Reuters

26 de julho de 2012 | 12h28

A maior fabricante de produtos químicos do mundo em vendas se disse em dificuldades com o desaquecimento na China --o principal mercado em crescimento da companhia-- e com o pequeno declínio em vendas e volumes na Europa, afetada pela crise de dívida.

"Nossa previsão se deve principalmente à retomada das nossa produção de petróleo na Líbia. É improvável que os ganhos na nossa unidade de químicos fiquem no mesmo nível do ano passado", declarou à Reuters o presidente-executivo Kurt Bock.

"As incertezas aumentaram muito no últimos dois meses", disse Bock à Reuters Insider TV, acrescentando que a maior surpresa foi a fraqueza do mercado chinês.

A Vale, maior produtora mundial de minério de ferro, citou na quarta-feira o desaquecimento da economia chinesa ao anunciar a queda no lucro do segundo trimestre.

O conglomerado de engenharia Siemens disse nesta quinta que as grandes encomendas chinesas estavam se tornando raras.

PETRÓLEO LÍBIO

Antes do conflito armado na Líbia no ano passado, a Basf tinha a segunda maior produção de gás e petróleo de uma petrolífera estrangeira no país, atrás da italiana Eni.

Após alguns problemas na retomada da produção no primeiro trimestre, a Basf conseguiu uma produção de petróleo contínua na Líbia no segundo.

A produção agora é de 80 mil barris por dia (bpd) e apenas gargalos no infraestrutura de oleodutos do país impedem a Basf de atingir a capacidade máxima de 100 mil bpd.

O lucro antes de juros e impostos (Ebit, em inglês), ajustado por itens extraordinários, subiu mais de 11 por cento, para 2,5 bilhões de euros (3,03 bilhões de dólares), superando a estimativa média de 2,3 bilhões de euros em pesquisa da Reuters com analistas.

(Por Ludwig Burger)

Tudo o que sabemos sobre:
ENERGIABASFRESULTS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.